O trabalhador precisou de menos tempo para comprar a cesta básica em agosto. A média nacional ficou em 98 horas e 37 minutos, ante 100 horas e 24 minutos em julho. O gasto comprometeu, em média, 48,46% do salário mínimo líquido, conforme dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Considerando o maior valor registrado no país, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário para atender às despesas básicas seria de R$ 7.565,86 em agosto. O montante corresponde a 4,67 vezes o salário mínimo de R$ 1.621,00.
São Paulo manteve a cesta mais cara, com preço de R$ 900,59, mesmo após uma redução mensal de 1,58%. Os valores seguintes foram encontrados em Cuiabá, com R$ 851,57; no Rio de Janeiro, com R$ 851,19; e em Florianópolis, com R$ 850,90.
Na outra ponta, os menores custos médios entre as capitais do Norte e do Nordeste foram registrados em Aracaju, a R$ 570,98, Natal, a R$ 627,42, Maceió, a R$ 627,45, e Salvador, a R$ 628,89. A composição dos produtos dessas regiões é diferente.
Variação entre capitais
Na comparação com julho, houve redução em 25 das 27 capitais. Rio Branco teve a maior queda, de 4,68%, seguida por Manaus, com 4,55%, Boa Vista, com 4,47%, e Aracaju, com 3,89%. Batata, café em pó e tomate estiveram entre os itens associados ao alívio dos preços.
Maceió e São Luís foram as únicas capitais com alta mensal: 1,43% e 0,78%, respectivamente. No acumulado entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o custo aumentou em 25 capitais e recuou em duas. Goiânia registrou a maior alta, de 7,51%, seguida por Cuiabá, com 6,42%, e Vitória, com 6,26%. Brasília teve queda de 0,64%, e Palmas, de 0,27%.



