Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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China reduz compras de carne bovina brasileira e EUA lideram em agosto

Importações chinesas caíram 88,2% em agosto após o esgotamento da cota da salvaguarda, enquanto embarques aos EUA cresceram 276%.

China reduz compras de carne bovina brasileira e EUA lideram em agosto
Foto: Agência Brasil/arquivo

As exportações brasileiras de carne bovina para a China recuaram 88,2% em agosto, para 18,9 mil toneladas, após o esgotamento da cota definida pela salvaguarda adotada pelo país asiático. Com a queda, os Estados Unidos passaram a liderar os destinos da proteína brasileira no mês.

Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), com base em números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A receita das vendas para a China caiu 88,6%, para US$ 101,9 milhões, na comparação com agosto de 2025.

A retração chinesa contribuiu para o menor volume mensal de carne bovina exportado pelo Brasil em 2026. No total, foram embarcadas 233,5 mil toneladas em agosto, queda de 22,2% ante o mesmo mês do ano passado. A receita somou US$ 1,36 bilhão, recuo de 15,2%.

Cota chinesa e mudança nos destinos

A Abiec relaciona a redução dos embarques ao esgotamento da cota da salvaguarda chinesa. A indústria brasileira avalia que o limite foi atingido no início de julho, considerando cargas desembarcadas e volumes ainda em trânsito.

A estimativa é diferente da utilização de cerca de 92% indicada pelas autoridades chinesas. Isso ocorre porque a China contabiliza a cota quando a carga chega ao destino. Como o transporte entre Brasil e China pode levar aproximadamente 40 a 45 dias, parte da carne enviada pelos portos brasileiros ainda não aparece nas estatísticas chinesas.

“Esse movimento já era esperado pelo setor”, afirma Roberto Perosa, presidente da Abiec. Segundo ele, houve antecipação dos embarques para a China no primeiro semestre e o esgotamento da cota reduziu o fluxo.

Os Estados Unidos receberam 35,3 mil toneladas em agosto, alta de 276% sobre o mesmo mês de 2025, com receita de US$ 226,5 milhões. A União Europeia ficou em seguida, com 23,4 mil toneladas, crescimento de 108,6% e faturamento de US$ 201,9 milhões.

A Rússia importou 22 mil toneladas, avanço de 54,5%, movimentando US$ 116,8 milhões. O Chile comprou 17,4 mil toneladas, aumento de 44,4%, com receita de US$ 108,3 milhões.

Resultado acumulado de 2026

Apesar do desempenho de agosto, as exportações brasileiras cresceram no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, o país embarcou 2,202 milhões de toneladas, alta de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita alcançou US$ 12,79 bilhões, avanço de 21,7%.

A China permaneceu como principal destino nesse intervalo, com 899,2 mil toneladas, queda de 6,6% ante igual período de 2025, e receita de US$ 5,51 bilhões. O mercado chinês respondeu por 40,8% do volume exportado pelo Brasil entre janeiro e agosto.

Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 269,1 mil toneladas, crescimento de 28,7%, e receita de US$ 1,74 bilhão. Na sequência apareceram Chile, com 107,3 mil toneladas e alta de 32%; Rússia, com 96,3 mil toneladas e avanço de 29,7%; e União Europeia, com 87,1 mil toneladas e aumento de 26,4%.

Também cresceram os embarques para a Indonésia, que comprou 55,2 mil toneladas, alta de 259,6%; Vietnã, com 10 mil toneladas e avanço de 408,3%; e Argentina, com 19 mil toneladas e crescimento de 140,1%. Houve ainda aumento nas vendas para Canadá, Peru, Jordânia, Arábia Saudita e Turquia.

Para Perosa, a expansão em diferentes mercados reduz a concentração das exportações e amplia as possibilidades para o setor, embora a China continue sendo um destino fundamental.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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