Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Fundo norueguês propõe trocar parte da dívida dos EUA por ativos hipotecários

O Norges Bank Investment Management quer reduzir a participação em títulos do Tesouro americano e ampliar a exposição a dívidas mais arriscadas.

Fundo norueguês propõe trocar parte da dívida dos EUA por ativos hipotecários
Foto: Alex Brandon/AP

O Norges Bank Investment Management, maior fundo soberano do mundo, propôs reduzir em US$ 80 bilhões sua posição em títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A recomendação prevê a compra de ativos de maior risco, incluindo títulos lastreados em hipotecas, conhecidos como MBS.

A proposta foi enviada ao Ministério das Finanças da Noruega em uma carta na terça-feira, 1.º. O fundo administra US$ 2,3 trilhões em ativos e afirmou que a mudança busca ampliar a diversificação do índice de referência de títulos, sem alterar de forma significativa sua exposição total a ativos denominados em dólar.

Mudanças na carteira

Com o reequilíbrio, a participação dos títulos do governo dos EUA cairia de 34,1% para 21,9%. A dívida da zona do euro passaria de 16,8% para 14,1%, enquanto os títulos do governo japonês subiriam de 4,6% para 7,4%. A parcela dos títulos do Reino Unido permaneceria em 4,2%.

No conjunto do índice de referência, a participação dos títulos públicos seria reduzida de 70% para 50%. A dívida não governamental dos EUA aumentaria em 11,4 pontos percentuais, enquanto os títulos do Tesouro perderiam 12,2 pontos percentuais. A exposição total a ativos em dólar ficaria em 52,5%, ante 52,9% na carteira atual.

O Norges Bank Investment Management informou que os MBS são garantidos por Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae. Segundo a carta, o principal risco desses ativos está na possibilidade de refinanciamento das hipotecas a juros menores, o que pode beneficiar os mutuários e reduzir o retorno dos investidores. Esse risco é compensado por um prêmio de pré-pagamento.

“A recomendação do Norges Bank é que os títulos securitizados (incluindo títulos lastreados em hipotecas, os chamados MBS de agências) e os títulos relacionados ao governo sejam incluídos no índice de títulos”, afirmou a carta.

Cenário nos Estados Unidos

A proposta ocorre enquanto a dívida pública dos EUA ultrapassou US$ 40 trilhões e o déficit federal caminha para US$ 2 trilhões neste ano fiscal. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, tem defendido medidas para manter os rendimentos dos títulos sob controle e evitar uma alta excessiva do dólar.

A carta foi assinada por Ida Wolden Bache, presidente do Norges Bank, e Nicolai Tangen, CEO do Norges Bank Investment Management. Eles escreveram que “uma participação dos títulos públicos de 50% será suficiente para cobrir as necessidades de liquidez, inclusive em períodos de turbulência nos mercados financeiros”.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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