O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou nesta segunda-feira (14) estar frustrado com a condução da política monetária do Banco Central. Candidato do PT ao governo de São Paulo, ele avaliou que a atuação da autoridade monetária está excessivamente restritiva, embora tenha ressaltado que respeita a autonomia da instituição.
Em entrevista ao SPTV, da TV Globo, Haddad disse que mantém conversas com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dialoga com o chefe da autoridade monetária. Segundo Haddad, essas conversas não significam poder para determinar as decisões do órgão.
“Eu tenho me frustrado com a política monetária. Eu acho que a política monetária está excessivamente apertada, desnecessariamente”, declarou.
Autonomia do Banco Central
Haddad afirmou que foi responsável pela indicação de Galípolo para a presidência do Banco Central, mas lembrou que o cargo tem mandato e que a instituição possui autonomia operacional. Na avaliação dele, depois da nomeação, o presidente do BC passou a conduzir as decisões de maneira independente.
O ex-ministro também comparou o diálogo atual com as conversas que mantinha com Roberto Campos, antecessor de Galípolo, quando a taxa de juros permanecia elevada. Ele disse que apresenta números e argumentos nas discussões, mas não pode impor uma decisão ao Banco Central.
As declarações se concentraram na avaliação de Haddad sobre a política monetária e na defesa da autonomia operacional da autoridade monetária.



