Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula defende reforma tributária e critica pressão sobre contas públicas em jantar em São Paulo

Presidente falou sobre terras raras, tarifas dos Estados Unidos, Banco Central, Congresso e o caso do Banco Master durante o encontro.

Lula defende reforma tributária e critica pressão sobre contas públicas em jantar em São Paulo
Foto: Ayrton Vignola/Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a manutenção da reforma tributária até que ela seja colocada em funcionamento e criticou a pressão sobre as contas públicas durante um jantar com executivos e empresários nesta sexta-feira, 25, em São Paulo. O encontro foi organizado por Esfera, Prerrogativas e Parlatório.

Participaram do jantar Gustavo Pimenta, da Vale; Milton Maluhy, do Itaú; Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan; Benjamin Steinbruch, da CSN; e Joesley Batista, da JBS. Ao mencionar a aquisição da Avibras pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, Lula brincou com a disposição de Joesley para vender até foguetes e mísseis e o chamou de “desaforado”.

Reforma tributária e terras raras

Lula afirmou que é necessário “experimentar” a reforma tributária antes de promover novas alterações. Ele disse que a aprovação foi difícil porque o governo tinha minoria no Congresso e criticou a intenção de mudar novamente a legislação, associando essa posição a Flávio Bolsonaro.

O presidente também defendeu estabilidade jurídica e política e afirmou que as agências reguladoras não devem ser cooptadas. Sobre as terras raras e outros minerais críticos, disse querer a participação de empresas estrangeiras, desde que submetidas às regras brasileiras. Lula citou o escritor uruguaio Eduardo Galeano ao alertar para o risco de as riquezas nacionais serem exploradas sem benefícios para o Brasil.

Tarifas e situação fiscal

O presidente afirmou que o Brasil pode aplicar a lei de reciprocidade contra os Estados Unidos, aprovada em resposta ao tarifaço americano. Também disse que Donald Trump aposta em se tornar dono da América Latina e atribuiu parte dessa posição ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Na área fiscal, Lula declarou que a estabilidade das contas públicas é obrigatória e disse que o desequilíbrio acaba sendo pago pela população pobre. Ele afirmou que recebeu o País com 2,8% de déficit e o entregou com superávit de 0,1%, embora tenha reconhecido que o resultado pode ser pouco.

Lula declarou ainda que o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu acima de 3% durante os mandatos petistas no início do século e após seu retorno à Presidência em 2022. Também afirmou que, em outro mandato, teria de fazer uma reforma política e criticou a possibilidade de o Congresso controlar 50% do Orçamento da União.

Banco Master e Banco Central

Ao falar do Banco Master, Lula classificou o caso como um “mar de lama” e acusou, sem apresentar provas, o ex-controlador Daniel Vorcaro de corromper pessoas poderosas com “orgia”, e não com dinheiro. O presidente defendeu que a Justiça não seja seletiva e afirmou que quem errar deve pagar.

Sobre o Banco Central, Lula disse que os próprios empresários defenderam a independência da instituição. Ele mencionou que Fernando Henrique trocou o presidente do BC quatro vezes e afirmou que não substituiu Henrique Meirelles, apesar de pressões para que fizesse a troca.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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