Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Análise critica fim das bets e vê limites no Desenrola 3.0

Avaliação considera correta a interrupção das apostas, mas questiona a forma da medida e a estratégia econômica do Desenrola.

Análise critica fim das bets e vê limites no Desenrola 3.0
Foto: Wilton Junior/Estadão

A interrupção do mercado de bets é avaliada como uma decisão correta, mas adotada de forma equivocada. A justificativa é que o mercado regulado não conseguiu impedir os danos associados aos jogos e deixou apostadores iniciantes expostos ao vício. A crítica à medida está na edição da Medida Provisória, considerada apressada, com impacto sobre o planejamento das empresas e possível viés eleitoral.

As apostas cresceram de maneira desordenada no Brasil. O governo Temer liberou os jogos, enquanto o governo Bolsonaro não teria enfrentado a expansão do setor. Mais tarde, a regulamentação feita no governo Lula é descrita como orientada principalmente pela arrecadação, dentro da estratégia de ajuste das contas públicas pelo lado da receita atribuída ao então ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os custos diretos das bets para o Sistema Único de Saúde (SUS) podem chegar a R$ 38,8 bilhões por ano. A avaliação também considera os efeitos sobre a saúde mental das famílias, incluindo casos de suicídio e depressão.

Efeitos para empresas e clubes

Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, afirmou em entrevista que o Congresso brasileiro autorizou a abertura e a regulação do mercado. Com a proibição, empresas que haviam feito planejamento, investimentos e contratações deixariam de operar. A Medida Provisória não prevê indenização por lucros cessantes, investimentos realizados ou expectativa de continuidade da atividade econômica. Também não haverá devolução dos R$ 2,55 bilhões pagos em outorgas.

A avaliação prevê consequências econômicas e judicialização. Uma manifestação do Flamengo sobre o fim do futebol brasileiro é considerada exagerada e pouco sensível aos problemas que atingem parte dos torcedores.

Sobre o Desenrola, a análise afirma que esta é a terceira etapa de um programa que não teria funcionado nas duas anteriores. A crítica é direcionada à estratégia da equipe econômica, por priorizar programas e medidas microeconômicas. A alternativa defendida é um ajuste macroeconômico nas contas públicas, com o objetivo de permitir a queda da inflação e dos juros e a retomada do crescimento sustentável.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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