Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Economia

IBC-Br registra queda em julho e contratos de DI recuam antes de decisões de juros

Mercado reduziu as taxas dos contratos futuros enquanto aguardava decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos.

IBC-Br registra queda em julho e contratos de DI recuam antes de decisões de juros

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,2% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou o Banco Central. O resultado ficou abaixo da retração de 0,1% projetada por economistas e reforçou sinais recentes de perda de ritmo da economia brasileira.

A divulgação ajudou a pressionar para baixo as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) nesta quarta-feira. Às 9h48, o contrato com vencimento em janeiro de 2028 era negociado a 13,62%, uma queda de 4 pontos-base em relação ao ajuste de 13,655% da sessão anterior. Para janeiro de 2035, a taxa recuava 10 pontos-base, para 14,26%, ante 14,364%.

A desaceleração da atividade favorece a expectativa de novos cortes da Selic, atualmente em 14%. Na segunda-feira, a precificação das opções de Copom negociadas na B3 apontava 94,5% de probabilidade de redução de 25 pontos-base na reunião desta quarta-feira e 3,5% de chance de manutenção.

Para o encontro seguinte, em novembro, as opções indicavam 53% de probabilidade de outro corte de 25 pontos-base e 31,5% de possibilidade de manutenção da taxa básica.

Exterior e cenário político

A curva de juros brasileira também acompanhava a queda dos rendimentos dos Treasuries. Os investidores aguardavam a decisão sobre juros nos Estados Unidos, prevista para as 15h, e a decisão brasileira, esperada depois do fechamento dos mercados. A expectativa predominante era de alta de 25 pontos-base da taxa de referência norte-americana, atualmente na faixa de 3,50% a 3,75%.

Às 9h39, o rendimento do Treasury de dois anos caía 3 pontos-base, para 4,634%. O petróleo também recuava, com o barril do Brent em baixa de 1,4%, cotado a US$107,23.

No Brasil, os investidores ainda acompanhavam a crise no Supremo Tribunal Federal. A corte adiou na terça-feira a decisão sobre a reunião, no plenário, de dois casos: um sobre possível investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro e outro sobre abuso de poder e improbidade atribuídos a André Mendonça. Flávio Dino pediu vista e interrompeu o julgamento. O prazo de 90 dias para análise abre a possibilidade de que a decisão fique para depois da eleição presidencial de outubro.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.