A curva de juros futuros operava em queda nesta sexta-feira (11), com recuo mais acentuado nos contratos de médio e longo prazo. O movimento refletia a deflação do IPCA de agosto, que veio acima do esperado, além da queda do petróleo e da redução dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Às 9h20, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 era negociado a 13,575%, ante 13,586% no ajuste anterior. Para janeiro de 2029, a taxa recuava a 13,755%, contra 13,831%. Já o vencimento para janeiro de 2031 estava em 13,950%, abaixo dos 14,029% registrados no ajuste de quinta-feira (10).
A leitura predominante no mercado é que o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto fortalece a expectativa de novos cortes de juros ainda neste ano. O dado também diminui as apostas de elevação da taxa básica no ano que vem.
Nos vencimentos mais curtos, a queda era menor porque os preços já incorporam a possibilidade de redução de 25 pontos-base da Selic na próxima semana. A expectativa é que a taxa seja levada a 13,75% ao ano na reunião do período.
Além do indicador de inflação, o ambiente internacional ajudava a aliviar as taxas futuras no Brasil. O recuo do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries sustentava a baixa, principalmente nos vencimentos médios e longos.



