Investimentos privados, crédito e atuação de especialistas estão por trás de estruturas como estradas, aeroportos, redes de saneamento, parques eólicos, condomínios, empresas e centros logísticos. O fluxo de recursos financia projetos em diferentes setores e transforma decisões financeiras em obras, negócios e atividade econômica no Brasil.
O especial Engrenagens do Crescimento organiza reportagens, análises e entrevistas sobre esse processo. Com foco na economia real, o projeto aborda infraestrutura, energia, agronegócio e inovação. A plataforma é dividida em cinco editorias: negócios, setores, investimentos, guias e entrevistas.
Infraestrutura e mercado imobiliário
A participação do capital privado amplia os aportes em rodovias, ferrovias, saneamento, energia e aeroportos. Especialistas, bancos e entidades do setor projetam que os recursos destinados à infraestrutura brasileira podem alcançar o maior nível dos últimos anos. O acompanhamento desse movimento considera os projetos e as decisões que impulsionam a expansão da área e movimentam a produção no país.
O mercado imobiliário, também chamado de setor de Real Estate, inclui mais do que imóveis residenciais. Ele reúne condomínios, galpões logísticos, prédios corporativos de alto padrão, shopping centers e hotéis. Esses ativos compõem a estrutura em que se desenvolvem atividades econômicas e sociais.
Ativos reais e novas formas de crédito
Em um ambiente de juros voláteis, guerras comerciais e pressões inflacionárias persistentes, ativos reais ganharam espaço entre diferentes perfis de investidores. A categoria inclui infraestrutura, imóveis, terras agrícolas, commodities, energia renovável e florestas.
O crédito é o instrumento que pode financiar desde grandes prédios e rodovias até a antecipação de recursos para o agronegócio. A oferta deixou de depender apenas dos maiores bancos. Em 2025, o crédito obtido por meio do mercado de capitais superou, pela primeira vez, o crédito corporativo bancário no Brasil.
Paulo Resende, diretor do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da Fundação Dom Cabral, afirmou que “Rodovias seguirão como principal modal de transportes do País pelos próximos 30 anos”. O professor Carlos Rafael das Neves, da ESPM, apontou produção, consumo de energia e limitações de hardware como barreiras ao avanço da inteligência artificial. Para Filipe Bonaldo, especialista em infraestrutura, os investimentos precisam considerar os riscos climáticos.



