Belo Horizonte, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Juros do rotativo chegam a 449,4% ao ano, enquanto BC registra alta nas concessões

Crédito rotativo movimentou R$ 311 bilhões entre janeiro e agosto, acima do valor registrado no mesmo período de 2025.

Juros do rotativo chegam a 449,4% ao ano, enquanto BC registra alta nas concessões
Foto: Thiago Teixeira/Estadão/Estadão

A taxa média cobrada de pessoas físicas no crédito rotativo do cartão chegou a 449,4% ao ano em agosto, informou o Banco Central. O percentual permanece entre os mais altos do sistema financeiro, mesmo após uma regra que limita os encargos dessa modalidade e do parcelamento da fatura.

As concessões do rotativo alcançaram R$ 311 bilhões entre janeiro e agosto. No mesmo período de 2025, haviam somado R$ 266 bilhões. O resultado acumulado neste ano se aproxima dos R$ 403 bilhões registrados durante todo o ano passado.

Como funciona o rotativo

O crédito é usado quando o consumidor não paga integralmente a fatura até o vencimento e financia o saldo restante. Dados do Banco Central indicavam, no início do ano, cerca de 40 milhões de clientes com dívidas nessa modalidade.

A taxa média anualizada havia chegado a 435,9% ao ano em fevereiro. Desde 2024, os juros e encargos cobrados no rotativo e no parcelamento não podem ultrapassar o valor original da dívida. Na prática, o consumidor pode pagar, no máximo, o dobro do saldo inicial.

Discussão sobre limite de cartões

Na quinta-feira, 1º, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, afirmou que o governo conversa com o Banco Central sobre uma forma de limitar a quantidade de cartões por pessoa. Ele também criticou o custo do crédito oferecido aos consumidores.

“Quanto é que o povo paga? É 493%, 500% no cartão de crédito”, disse Lula em entrevista ao Flow Podcast. Na mesma declaração, afirmou que os bancos distribuem cartões sem saber se o consumidor quer recebê-los e classificou os juros como um “crime”.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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