CHICAGO — A queda do petróleo aumentou a volatilidade dos grãos negociados na bolsa de Chicago nesta quarta-feira (16/9). A soja, que passou praticamente toda a sessão em baixa, fechou com alta de 0,15% nos contratos para novembro, a US$ 13,3725 o bushel.
A pressão sobre a oleaginosa veio principalmente do recuo do petróleo, que operava em baixa de 2% minutos antes do encerramento do mercado. A consultoria Royal Rural avaliou que parte relevante do suporte recente aos preços dos grãos estava ligada à guerra e à valorização dos ativos de energia.
No caso da soja, o movimento do petróleo vinha contribuindo para a alta do óleo de soja. Em comunicado, a Royal Rural afirmou: “Sem o petróleo ajudando e com o mercado retirando parte do prêmio de guerra, soja e milho acabam encontrando mais dificuldade para sair do campo negativo e a pressão de baixa fica maior”.
Milho e trigo
O milho acompanhou o recuo do petróleo e terminou o dia em queda de 0,28%. Os contratos para dezembro foram negociados a US$ 5,3425 o bushel.
A Royal Rural destacou que a valorização do petróleo tende a aumentar a demanda por etanol nos EUA, onde o biocombustível é produzido principalmente com milho. Com a baixa do fóssil nesta quarta-feira, o mercado aproveitou para embolsar lucros.
Apesar do alívio relacionado à guerra e aos efeitos sobre o petróleo, a consultoria afirmou que o risco geopolítico continua presente. O estreito de Hormuz segue com fluxo reduzido, enquanto a situação no Oriente Médio permanece tensa e a infraestrutura energética continua vulnerável.
O trigo teve alta de 0,30% na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro fecharam a US$ 7,3075 o bushel. A Royal Rural avaliou que a mudança do dia esteve na percepção do mercado sobre a possível falta de petróleo, considerada menor e mais curta do que parecia anteriormente.



