Belo Horizonte, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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Soja avança em Chicago com petróleo acima de US$ 100 e expectativa sobre safra dos EUA

Contratos da oleaginosa para novembro subiram 1,74%, enquanto milho e trigo também fecharam em alta na bolsa americana.

Soja avança em Chicago com petróleo acima de US$ 100 e expectativa sobre safra dos EUA

A soja liderou a alta entre os grãos negociados na bolsa de Chicago nesta quinta-feira (10/9). Os contratos com entrega para novembro avançaram 1,74%, a US$ 13,3225 o bushel.

A valorização do petróleo foi apontada por Ronaldo Fernandes, analista da Royal, como o principal fator para o movimento. A commodity subiu 6% e voltou a ficar acima de US$ 100 o barril em meio à continuidade das tensões militares no Oriente Médio. Com o petróleo mais caro, cresce a demanda por biodiesel nos Estados Unidos, produzido principalmente com derivados da soja.

O mercado também passou a considerar possíveis revisões para baixo na produção americana. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgará seu relatório mensal de oferta e demanda de grãos em 11. A expectativa de analistas é que a estimativa para a safra de soja caia de 123 milhões de toneladas, projetadas em agosto, para 122,5 milhões de toneladas.

Fernandes afirmou que o USDA pode reduzir ainda mais a previsão porque a qualidade das lavouras americanas está abaixo de 60%. A China também comprou cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana. Ainda assim, segundo o analista, essa demanda não foi totalmente incorporada aos preços, enquanto o mercado aguarda informações sobre um possível novo encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para o fim deste mês.

Milho e trigo

O milho para dezembro subiu 1,14%, a US$ 5,3375 o bushel. A alta ocorreu com a expectativa de ajustes na produção dos Estados Unidos. O relatório do USDA deve apontar uma queda na colheita do país em 2026/27, para 400 milhões de toneladas, 6 milhões a menos que o dado divulgado no mês passado.

Ronaldo Fernandes avaliou que o milho ainda está distante das máximas de US$ 8 o bushel registradas há quatro anos. Entre os fatores que podem abrir espaço para novas altas estão o aumento das exportações americanas, problemas nas exportações da Ucrânia e a quebra de safra na Europa neste ano.

O trigo também fechou em alta e recuperou parte das perdas do pregão anterior. Os contratos para dezembro avançaram 1,72%, a US$ 7,4125 o bushel. A queda recente havia acompanhado as negociações para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia e destravar as exportações pelo Mar Negro. Até o momento, não há acordo confirmado entre os países.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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