Belo Horizonte, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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Homem é preso preventivamente por homofobia e perseguição no Rio Grande do Sul

Suspeito teria ameaçado e agredido síndico de condomínio em Porto Alegre; polícia considera o caso a primeira prisão preventiva por homofobia no estado.

Homem é preso preventivamente por homofobia e perseguição no Rio Grande do Sul
Foto: Polícia Civil

Um homem de 49 anos foi preso preventivamente na quarta-feira (9), em Porto Alegre, sob investigação por homofobia, perseguição, injúria homofóbica, ameaças e agressão contra o síndico do prédio onde mora. A Polícia Civil afirma que esta é a primeira prisão preventiva por homofobia registrada no Rio Grande do Sul.

A ordem foi deferida pelo Judiciário, e o suspeito, que não teve o nome divulgado, foi localizado e preso. A polícia tem dez dias para concluir o inquérito. O caso é conduzido pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) da capital.

A vítima é um professor de 42 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que exerce a função de síndico em um condomínio na região central da cidade. A investigação começou em junho, depois que ele denunciou o vizinho.

Os conflitos tiveram início em março do ano passado, após a mudança do suspeito para o edifício. No começo, as desavenças estavam relacionadas a questões condominiais, como obras sem autorização e som alto durante a madrugada. Segundo o delegado Vinicius Nahan, titular da DPCI, a homofobia teria se manifestado nos últimos meses como parte desse conflito entre os moradores.

De acordo com a polícia, depois de ser cobrado pelas obras, o suspeito agarrou e empurrou o síndico, provocando uma lesão no braço dele. A partir desse episódio, teriam começado os comentários de cunho homofóbico.

Testemunhas confirmaram as ofensas, a agressão e o contexto de perseguição. Uma delas relatou ter ouvido o homem dizer: “Essa vai ser a última filmagem que tu vai fazer”. A investigação interpretou a frase como uma ameaça de morte. Vizinhos também disseram que o suspeito teria encurralado o professor contra uma parede, simulado pegar uma faca e feito provocações e ameaças. O síndico relatou ainda ter levado uma pancada de celular na cabeça.

A Polícia Civil informou que o suspeito tem antecedentes por tentativa de roubo, posse de drogas, tráfico e ameaças. Segundo Nahan, ele cumpriu 15 anos de reclusão em regime fechado após ser condenado por latrocínio e deixou a prisão no final do ano de 2024.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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