Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Soja recua no Brasil após relatório dos EUA surpreender o mercado

Preços caíram nos portos e nas principais praças brasileiras, enquanto a soja em Chicago teve baixa de quase 3% nas mínimas da sessão.

Soja recua no Brasil após relatório dos EUA surpreender o mercado

O mercado brasileiro de soja fechou a sexta-feira (11) com preços menores, pressionado pela queda dos contratos em Chicago após a divulgação de um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expectativa era de uma redução mais intensa nos estoques norte-americanos, o que não se confirmou na medida aguardada pelos agentes.

Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, afirmou que os fundos reduziram parte das posições compradas na Bolsa de Chicago. As cotações chegaram a cair quase 3% nas mínimas da sessão. Os prêmios subiram depois do relatório, mas de forma limitada, assim como a alta do dólar. “A queda em bolsa pesou significativamente no mercado”, disse Silveira.

Nos portos, os preços recuaram entre R$ 2,00 e R$ 3,00 por saca. Também houve redução nas ofertas dos compradores no mercado interno, sem alteração significativa na estrutura das negociações. O produtor manteve pouca disposição para vender o volume restante disponível. Para Silveira, o resultado foi de “queda de preços e mercado travado”.

As cotações físicas acompanhadas pela Safras & Mercado caíram de R$ 155,00 para R$ 153,00 em Passo Fundo (RS); de R$ 156,00 para R$ 154,00 em Santa Rosa (RS); de R$ 151,50 para R$ 149,00 em Cascavel (PR); e de R$ 147,00 para R$ 145,00 em Rondonópolis (MT) e Dourados (MS). Em Rio Verde (GO), o preço passou de R$ 147,00 para R$ 146,00. Paranaguá (PR) recuou de R$ 162,50 para R$ 160,00, e Rio Grande (RS), de R$ 163,00 para R$ 161,00.

Dados do USDA

O relatório de setembro elevou a estimativa para a safra norte-americana de soja em 2026/27 para 4,535 bilhões de bushels, ou 123,4 milhões de toneladas. A previsão anterior era de 4,519 bilhões de bushels, equivalentes a 123 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava 4,492 bilhões de bushels, ou 122,3 milhões de toneladas. A produtividade estimada caiu de 53 para 52,7 bushels por acre.

Para os estoques finais dos Estados Unidos, o USDA calculou 310 milhões de bushels, equivalentes a 8,44 milhões de toneladas. Em agosto, a estimativa era de 320 milhões de bushels, ou 8,71 milhões de toneladas; o mercado projetava 289 milhões de bushels, ou 7,86 milhões de toneladas.

A produção mundial em 2026/27 foi estimada em 442,35 milhões de toneladas, ante 442,25 milhões de toneladas na previsão de agosto. Os estoques finais desse ciclo ficaram projetados em 124,02 milhões de toneladas, acima dos 123,1 milhões esperados pelo mercado. Para 2025/26, a estimativa foi de 125,27 milhões de toneladas, contra 125,1 milhões previstos pelo mercado.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, o contrato com vencimento em novembro caiu 35,75 centavos de dólar, ou 2,68%, para US$ 12,96 1/2 por bushel. A posição janeiro recuou 35,25 centavos, ou 2,61%, para US$ 13,12 por bushel. O farelo para dezembro perdeu US$ 4,10, ou 1,14%, e terminou a US$ 352,80 por tonelada. O óleo com vencimento em dezembro caiu 2,24 centavos, ou 3,11%, para 69,68 centavos de dólar.

O dólar comercial subiu 0,43% e encerrou cotado a R$ 5,1235 para venda e R$ 5,1215 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,0720 e R$ 5,1330 e acumulou desvalorização de 0,10% na semana.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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