A saída de Alef Manga do Remo ocorreu após uma sequência de desgastes com jogadores e integrantes da diretoria. A rescisão do contrato foi feita unilateralmente pelo clube, que, conforme relatado pelo jornalista Rodolfo Sousa, pretende quitar os valores devidos ao atacante, mas não quer mais sua presença nas dependências da equipe.
O episódio decisivo ocorreu na derrota por 2 a 1 para o Santos, no último sábado (19), pelo Campeonato Brasileiro. Durante o segundo tempo, Manga teria abandonado uma jogada de contra-ataque e foi cobrado pelo técnico Thiago Carpini e pelo capitão Marllon. O zagueiro discutiu com o atacante ainda no gramado.
Depois da partida, no vestiário, os volantes Zé Welison e Tchamba também questionaram a atitude do jogador. Houve uma discussão entre os atletas, sem agressão física, e o presidente Tonhão interveio para controlar a situação. O resultado deixou o Remo na vice-lanterna da Série A, com 23 pontos.
Relações rompidas
Segundo Rodolfo Sousa, o desentendimento com Marllon não foi um caso isolado. Manga também teria rompido a relação com Jajá, apontado como uma das principais referências técnicas do Remo na campanha da Série A. O jornalista afirmou que o conflito começou após cobranças relacionadas ao abandono de jogadas.
A diretoria passou a trabalhar com a possibilidade de afastar atletas considerados prejudiciais ao ambiente do elenco. A avaliação interna, ainda conforme o relato, é de que o grupo tem condições de lutar contra o rebaixamento e precisa manter o foco na reta final da competição.
Passagem pelo Avaí
Antes de chegar ao Remo, Manga defendeu o Avaí na Série B de 2025. Em setembro daquele ano, foi afastado do elenco catarinense após atitudes que desagradaram à diretoria e à comissão técnica.
Pelo Remo, o atacante disputou 34 partidas oficiais em 2026 e marcou seis gols. Em maio, depois de 15 rodadas do Brasileirão, liderava a equipe em participações em gols, com quatro gols e três assistências. O desempenho caiu ao longo dos meses, e ele perdeu espaço entre os titulares.




