Antony contou que enfrentou dores no adutor durante boa parte da última temporada pelo Bétis e precisou usar medicamentos para conseguir jogar. Em entrevista ao podcast do SofaScore, o atacante brasileiro afirmou que, em algumas ocasiões, não conseguia andar no dia seguinte às partidas.
O problema começou em dezembro de 2025, durante um jogo contra o Getafe. A partir daí, o desconforto passou a fazer parte da rotina do jogador, que continuou à disposição do técnico Manuel Pellegrini. A comissão técnica controlava a carga de trabalho e os períodos de descanso do atacante.
“Tive que tomar remédios durante toda a temporada para conseguir jogar. Foi difícil”, relatou Antony. Segundo ele, havia dias em que se sentia bem durante a partida, mas apresentava piora depois. A condição também prejudicou a explosão física, uma das características do atleta, e o levou a adaptar seu estilo de jogo para permanecer em campo.
Mesmo com as limitações, Antony encerrou a temporada com 14 gols e 10 assistências. O desempenho rendeu a ele o prêmio de melhor atleta da edição da Liga Europa no SofaScore.
Recuperação
O atacante afirmou que já superou as dificuldades físicas e não precisa mais de medicamentos para jogar. Ele também destacou o papel da preparação mental para lidar com a dor, as limitações e a cobrança pessoal.
“Hoje posso jogar sem remédios, sem nada, e sinto que posso fazer tudo”, disse. Antony afirmou ainda que trabalha bastante a mentalidade e que ficava frustrado quando não conseguia atuar no nível que esperava de si mesmo.



