O Corinthians passou a negociar espaços pontuais do uniforme para as partidas restantes do Campeonato Brasileiro, em meio à incerteza sobre a continuidade do patrocínio máster da Esportes da Sorte. A diretoria estabeleceu como referência uma arrecadação média de R$ 1,2 milhão por jogo.
A estratégia foi adotada após a Medida Provisória que proibiu a atividade das casas de apostas no Brasil. O contrato entre o clube e a Esportes da Sorte é válido até o fim de 2029 e prevê R$ 150 milhões fixos por ano, além de R$ 10 milhões em valores variáveis.
Se a operação da empresa for encerrada definitivamente no país, o Corinthians poderá deixar de receber até R$ 450 milhões em receitas fixas até o fim do vínculo. A busca por novas negociações comerciais é uma tentativa de reduzir esse impacto sobre as finanças do clube.
Uma das tratativas envolve uma empresa do setor de educação financeira. A identidade da companhia não foi divulgada. A proposta inicial é colocar a marca no espaço máster da camisa em partidas específicas, mas o Corinthians também analisa outras propriedades do uniforme.
A possibilidade de manter a empresa como parceira mesmo se as casas de apostas voltarem ao mercado brasileiro também está em avaliação. Nesse caso, as marcas poderiam integrar uma campanha de conscientização e uso responsável das apostas.
Jogos restantes
A agenda do Corinthians no Brasileirão tem dez partidas. O time enfrenta o Internacional em 7 de outubro, no Beira-Rio, e depois joga contra o Palmeiras, quatro dias mais tarde, no Allianz Parque.
Na sequência, o clube recebe o Vitória na Neo Química Arena e enfrenta Atlético-MG, Vasco, Mirassol, São Paulo, Botafogo, Grêmio e Remo. Com diferentes áreas da camisa disponíveis, o Corinthians pretende usar os confrontos restantes para ampliar as receitas comerciais. O valor de R$ 1,2 milhão por partida é a meta média definida para essa operação.



