Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Flamengo critica restrições às bets e alerta para impactos no esporte

Clube defende a manutenção do mercado regulado e afirma que a proibição pode reduzir investimentos, arrecadação e fiscalização.

Flamengo critica restrições às bets e alerta para impactos no esporte

O Flamengo divulgou nesta sexta-feira, 25, uma nota contra a restrição à operação das bets no Brasil. O clube afirmou que o setor foi regulamentado depois de discussões no país e que as empresas autorizadas seguem regras de fiscalização, tributação e proteção ao consumidor.

A manifestação foi publicada no dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá assinar a Medida Provisória que restringe a atividade. Para o Flamengo, uma mudança ampla no marco regulatório pode afetar o esporte, a arrecadação pública e empresas que fizeram investimentos com base nas regras estabelecidas pelo governo.

“O jogo não vai acabar com uma canetada”, afirmou o clube. Na avaliação apresentada na nota, a proibição das empresas que operam legalmente não eliminaria as apostas, mas poderia ampliar o mercado clandestino e reduzir a capacidade de fiscalização.

Argumentos apresentados pelo clube

O Flamengo defendeu o aperfeiçoamento das regras quando houver problemas, mas fez distinção entre endurecer a regulamentação e desmontá-la. O clube associou a manutenção do marco regulatório à segurança jurídica para empresas e instituições que investem, contratam e planejam ações de longo prazo no Brasil.

A nota também afirma que os efeitos alcançariam o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e os campeonatos. Além dos clubes, o Flamengo mencionou empregos diretos e indiretos, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas e prestadores de serviços.

Segundo o clube, o mercado regulado gera impostos e recursos previstos em lei, destinados aos cofres públicos e a áreas de interesse da sociedade. A entidade sustenta que o enfraquecimento desse mercado poderia resultar em menos recursos para o esporte e para o país.

O Flamengo citou uma pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em maio de 2026 com 2.291 apostadores em todo o país. Com base nesse levantamento, um estudo da LCA Consultores estimou que entre 38% e 44% do valor apostado online no Brasil ocorre em plataformas clandestinas.

A nota também comparou esse intervalo com a estimativa de 41% a 51% registrada em 2025. De acordo com o documento, a participação do mercado ilegal caiu para 38% a 44% no primeiro semestre de 2026, após a regulamentação.

O clube é patrocinado pela Betano, que concordou em pagar R$ 266 milhões anuais para exibir a marca no espaço mais nobre da camisa. A empresa também patrocina o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Casas de apostas que patrocinam clubes das Séries A e B já notificaram equipes sobre a possibilidade de rescisão imediata dos contratos. Atualmente, 14 dos 20 times da Série A exibem marcas de bets no espaço mais nobre da camisa. Caso a proibição alcance toda a operação no país, o fim dos acordos de patrocínio é considerado inevitável pelas operadoras.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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