Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fluminense pede transição antes de eventual veto às apostas esportivas

Clube afirma que contratos, empregos, projetos esportivos e arrecadação pública podem ser afetados por uma mudança sem prazo de adaptação.

Fluminense pede transição antes de eventual veto às apostas esportivas

O Fluminense defendeu que qualquer mudança nas regras para apostas esportivas tenha um período de transição e previsibilidade para clubes e empresas. O posicionamento foi divulgado em meio a notificações sobre possíveis rescisões de contratos de patrocínio com equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.

O clube reconheceu que existem preocupações relacionadas ao endividamento e ao vício em apostas, mas afirmou que o debate não deve ser interrompido. Para a instituição, empresas que seguiram a regulamentação e clubes que assinaram contratos não podem ser afetados de forma repentina.

Entre os exemplos apresentados está o estoque de camisas nas lojas do Fluminense. Conforme o clube, há seis meses de produtos com a marca do patrocinador principal. Uma alteração imediata, segundo o posicionamento, poderia provocar prejuízos e atingir milhares de empregos em toda a cadeia.

Impactos apontados pelo clube

O Fluminense também afirmou que o dinheiro dos patrocínios contribui para a manutenção das categorias de base, do futebol feminino e dos esportes olímpicos. Essas áreas, de acordo com o clube, empregam centenas de atletas e profissionais.

A instituição questionou ainda a efetividade de uma proibição para empresas reguladas. Na avaliação apresentada, o mercado clandestino poderia ocupar esse espaço sem fiscalização, tributação ou proteção aos apostadores.

Outro ponto citado foi a arrecadação pública. O clube declarou que o mercado regulamentado gerou bilhões em tributos e em destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde. Sem esses recursos, seria necessário encontrar outra fonte de financiamento.

Casas de apostas que patrocinam clubes das Séries A e B notificaram equipes sobre possíveis encerramentos contratuais. Corinthians, São Paulo e Fluminense estão entre os clubes alertados. Em 2025, os patrocínios somaram R$ 1,14 bilhão, equivalente a 7,9% das receitas dos clubes.

Mais cedo, o Flamengo publicou uma manifestação crítica à medida provisória. Patrocinado pela Betano, o clube afirmou que a alteração prejudicaria o esporte e a economia e defendeu a regulamentação atual, que, segundo a instituição, prevê fiscalização e tributação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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