O Fluminense defendeu que qualquer mudança nas regras para apostas esportivas tenha um período de transição e previsibilidade para clubes e empresas. O posicionamento foi divulgado em meio a notificações sobre possíveis rescisões de contratos de patrocínio com equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
O clube reconheceu que existem preocupações relacionadas ao endividamento e ao vício em apostas, mas afirmou que o debate não deve ser interrompido. Para a instituição, empresas que seguiram a regulamentação e clubes que assinaram contratos não podem ser afetados de forma repentina.
Entre os exemplos apresentados está o estoque de camisas nas lojas do Fluminense. Conforme o clube, há seis meses de produtos com a marca do patrocinador principal. Uma alteração imediata, segundo o posicionamento, poderia provocar prejuízos e atingir milhares de empregos em toda a cadeia.
Impactos apontados pelo clube
O Fluminense também afirmou que o dinheiro dos patrocínios contribui para a manutenção das categorias de base, do futebol feminino e dos esportes olímpicos. Essas áreas, de acordo com o clube, empregam centenas de atletas e profissionais.
A instituição questionou ainda a efetividade de uma proibição para empresas reguladas. Na avaliação apresentada, o mercado clandestino poderia ocupar esse espaço sem fiscalização, tributação ou proteção aos apostadores.
Outro ponto citado foi a arrecadação pública. O clube declarou que o mercado regulamentado gerou bilhões em tributos e em destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde. Sem esses recursos, seria necessário encontrar outra fonte de financiamento.
Casas de apostas que patrocinam clubes das Séries A e B notificaram equipes sobre possíveis encerramentos contratuais. Corinthians, São Paulo e Fluminense estão entre os clubes alertados. Em 2025, os patrocínios somaram R$ 1,14 bilhão, equivalente a 7,9% das receitas dos clubes.
Mais cedo, o Flamengo publicou uma manifestação crítica à medida provisória. Patrocinado pela Betano, o clube afirmou que a alteração prejudicaria o esporte e a economia e defendeu a regulamentação atual, que, segundo a instituição, prevê fiscalização e tributação.



