O Clube do Remo informou nesta sexta-feira (25) que o departamento jurídico será responsável por tratar dos contratos relacionados às casas de apostas após a medida do Governo Federal que proíbe a operação das bets no Brasil.
O clube afirmou que acompanha as decisões sobre o tema e que seguirá o prazo estabelecido pelo governo até 5 de outubro. “Tudo que diz respeito aos contratos envolvendo o Remo, será conduzido por meio do departamento jurídico do Clube”, declarou a instituição.
Patrocínio principal
A medida afeta diretamente o planejamento comercial do Remo. A Vai de Bet é a patrocinadora máster do clube em 2026, em um contrato de R$ 12 milhões. O valor representa cerca de 5,4% do orçamento projetado para a temporada, conforme levantamento citado.
A discussão alcança outros clubes do futebol brasileiro. Mais de 30 equipes das Séries A, B e C têm empresas de apostas entre os patrocinadores. Com a proibição, estão em análise a validade dos acordos já firmados e os efeitos financeiros da interrupção das atividades dessas empresas.
A medida provisória tem força de lei imediatamente, mas ainda precisa passar pela análise do Congresso Nacional. O setor de apostas sinalizou que pretende contestar a proibição na Justiça, enquanto o governo prepara a defesa para eventuais ações judiciais.
O Paysandu ainda não se pronunciou oficialmente. O clube também mantém contrato com uma empresa de apostas, a Bet da Sorte, no valor de R$ 5 milhões para 2026, conforme o mesmo levantamento.




