MILÃO — O funeral de Sandro Mazzola será realizado na tarde desta segunda-feira (21), na Basílica de Sant’Ambrogio, em Milão. A cerimônia terá acesso limitado e não permitirá a captação de imagens dentro da igreja, por decisão da família do ex-jogador, que morreu aos 83 anos, em 18 de setembro.
Câmeras de televisão, equipamentos fotográficos e dispositivos destinados a registrar imagens estarão proibidos no interior da basílica. A restrição também vale para fotos e vídeos feitos com smartphones. A imprensa terá uma área específica do lado externo do local.
A capacidade de público será limitada, e grande parte dos assentos já foi reservada. Com isso, chegar antes não garantirá a entrada na cerimônia. A Basílica de Sant’Ambrogio também recebeu, em 4 de agosto, a despedida de Franco Baresi.
Homenagens ao ídolo da Inter
As bandeiras ficarão a meio mastro, e foi decretado um dia de luto oficial em Milão e em Vedano al Lambro, cidade onde Mazzola morava. A morte do ex-atacante foi lamentada por políticos, entre eles a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, além de representantes do futebol.
Mazzola defendeu a Inter de Milão por 17 temporadas. Pelo clube, conquistou quatro Scudetti, duas Copas dos Campeões e duas Copas Intercontinentais. Foi artilheiro da Série A em 1965, com 17 gols, e da Copa dos Campeões em 1964, com sete gols.
Em 1971, terminou em segundo lugar na votação da Bola de Ouro, atrás de Johan Cruyff. Pela seleção italiana, disputou três Copas do Mundo, foi um dos destaques do vice-campeonato de 1970, no México, e conquistou a Eurocopa em 1968.
A Inter afirmou que o legado de Mazzola permanece na história e nas cores do clube, além de destacar sua lealdade e seu vínculo com a equipe. O Milan, rival da Inter, também publicou uma mensagem de pesar e chamou o ex-jogador de “figura fundamental da história do futebol italiano”.



