Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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MP-SP cobra explicações de presidente do Corinthians sobre contrato de segurança

Osmar Stábile deverá apresentar documentos sobre a contratação da Bear Security, que não tem autorização da Polícia Federal.

MP-SP cobra explicações de presidente do Corinthians sobre contrato de segurança

O Ministério Público de São Paulo deu cinco dias para Osmar Stábile, presidente do Corinthians, explicar a contratação da Bear Security com recursos do clube. A empresa teria sido usada para fazer a segurança privada do dirigente e não tem autorização da Polícia Federal para operar na área.

O prazo foi estabelecido em ofício assinado pelo procurador Cassio Conserino e expedido em 31 de agosto. O documento cobra o contrato firmado com a empresa, os registros do trâmite interno da contratação e as escalas de trabalho dos seguranças. Também pede informações sobre as providências adotadas pelo Corinthians depois da identificação da irregularidade. O prazo termina no sábado.

A ausência de autorização da Bear Security motivou um inquérito federal. No documento, Conserino afirmou que uma eventual omissão para afastar a empresa poderia gerar responsabilização no procedimento.

A investigação do MP-SP foi aberta no começo de agosto para apurar o uso de dinheiro do Corinthians na contratação da empresa. Quando o caso se tornou público, em junho, o clube declarou que Stábile havia solicitado a contratação por confiar nos profissionais e que o acordo havia passado pelo sistema de compliance.

Suspeitas investigadas

Conserino também investiga os ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. Para o promotor, o caso é semelhante ao dos cartões corporativos, já levado à Justiça, porque o presidente do clube teria benefício direto com o pagamento das despesas de segurança pelo SCCP. A Promotoria cita o estatuto corintiano, que proíbe a remuneração de dirigentes.

Criada em janeiro de 2025, a Bear Security registrou serviços prestados somente ao Corinthians no valor de R$ 586.987,65. A empresa fica no bairro do Realengo, no Rio, e tem dois ex-policiais militares entre seus profissionais. Eles já haviam trabalhado para Stábile e familiares antes da posse e, em outubro de 2024, viajaram ao Nordeste com o dirigente, então vice-presidente de Augusto Melo, para um casamento.

Na avaliação da Promotoria, o caso pode violar o estatuto do clube e configurar apropriação indébita ou estelionato. Se as suspeitas forem confirmadas, o benefício patrimonial direto a Stábile também poderá colocar em risco as isenções fiscais do Corinthians.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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