Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Porsche aposta em software e gestão de energia para estreia na Gen4 da Fórmula E

O 975 RSE terá mais de 1,5 milhão de linhas de código e começará a ser usado pela Porsche no fim de 2026.

Porsche aposta em software e gestão de energia para estreia na Gen4 da Fórmula E
Foto: Divulgação/Fórmula E

A Porsche prepara a estreia na era Gen4 da Fórmula E com o 975 RSE, carro que terá mais de 1,5 milhão de linhas de código incorporadas às unidades de controle. O monoposto será utilizado pela fabricante a partir do fim de 2026.

Os códigos estão distribuídos em mais de 100 módulos de software, responsáveis por funções específicas do veículo. Para Olivier Champenois, líder técnico do projeto de Fórmula E da Porsche Motorsport, o sistema é decisivo para o desempenho. “Esse software maximiza a potência que temos nas rodas”, afirmou.

Na nova geração, chassis, aerodinâmica e bateria são padronizados. As fabricantes ainda podem desenvolver componentes do conjunto motriz traseiro e o software de operação. Com isso, parte da disputa tecnológica ocorre em sistemas que não são visíveis externamente.

Testes virtuais e na pista

O projeto conceitual do 975 RSE começou em 2024, quando a Porsche também iniciou os trabalhos no simulador. A fabricante testa componentes em ambientes digitais e bancadas antes de o carro físico estar completamente construído.

Essas ferramentas não eliminam a necessidade dos testes na pista. A Porsche estima uma diferença de aproximadamente 2% a 3% entre as condições virtuais e as reais. Pascal Wehrlein e Nico Müller começaram a testar o carro em pista em novembro de 2025.

Energia e recuperação

O software também controla o gerenciamento de energia, incluindo a recuperação durante as frenagens e o envio dessa energia para a bateria. O sistema de tração integral da Gen4 poderá recuperar até 700 kW, e aproximadamente metade da energia usada durante uma corrida deverá vir da regeneração.

A bateria terá 51,25 kWh de capacidade utilizável. Como apenas cerca de metade da energia necessária ficará armazenada no início da prova, o restante precisará ser recuperado durante a disputa. O motor elétrico traseiro poderá recuperar sozinho até 350 kW.

A Porsche também usará resfriamento direto a óleo no motor elétrico. O fluido circulará pelas bobinas do estator, e, segundo a fabricante, um motor de desempenho semelhante com resfriamento tradicional por água precisaria ser aproximadamente 50% maior.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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