Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Tecnologia amplia saldo comercial da China enquanto consumo interno perde força

Vendas externas chinesas cresceram em agosto, com destaque para semicondutores, automóveis, veículos elétricos e produtos ligados à IA.

Tecnologia amplia saldo comercial da China enquanto consumo interno perde força

A China ampliou o superávit comercial para US$119,09 bilhões em agosto, ante US$ 112,5 bilhões no mês anterior. Nos primeiros oito meses, o saldo acumulado chegou a US$805,51 bilhões, colocando o resultado anual no caminho para superar US$1 trilhão pelo segundo ano consecutivo.

O desempenho foi sustentado principalmente por produtos de tecnologia. As exportações de itens de alta tecnologia cresceram 42,9% em dólares nos primeiros oito meses. As vendas externas de semicondutores mais que dobraram em valor, embora o volume tenha aumentado 4,1%. No setor automotivo, exportações subiram mais de 50% tanto em valor quanto em volume.

A alfândega chinesa informou que as exportações totais avançaram 25% em agosto, na comparação anual em dólares. O resultado ficou acima do crescimento de 23,9% registrado no mês anterior e dentro das previsões. As importações cresceram 28,2%, após uma alta de 27,5% em julho; a expectativa era de aumento de 30%.

Tecnologia e demanda externa

A procura por produtos relacionados à inteligência artificial, veículos elétricos, células solares e baterias de íon-lítio compensou o impacto de eventos climáticos, afirmou Zhaopeng Xing, estrategista sênior do ANZ para a China. Segundo ele, empresas continuaram antecipando o envio de mercadorias para os EUA diante das incertezas sobre tarifas.

Lynn Song, economista-chefe do ING para a Grande China, avaliou que as principais áreas de crescimento das importações permanecem associadas a produtos tecnológicos. Para ela, esse movimento indica a continuidade dos investimentos chineses na disputa tecnológica.

Song também afirmou que os riscos tarifários e a duração do ciclo de investimentos em tecnologia serão determinantes para saber por quanto tempo o ritmo atual poderá continuar.

Pressão sobre a economia doméstica

A força das exportações contrasta com a fraqueza da demanda interna. As autoridades de Pequim tentam reanimar o consumo e o investimento enquanto perseguem uma meta de crescimento do PIB de 4,5% a 5% neste ano. O quadro mantém a economia chinesa dependente da demanda externa, apesar do avanço das vendas de produtos de maior conteúdo tecnológico.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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