A eliminação do Santos para o Atlético-MG na Copa Sul-Americana agravou a situação financeira do clube. Derrotada por 4 a 2 no tempo normal e por 3 a 1 nos pênaltis, na quarta-feira (16 de setembro), a equipe deixou de receber 800 mil dólares pela vaga na semifinal, valor equivalente a R$ 4,1 milhões. Com a estimativa de bilheteria, a perda ultrapassaria R$ 5 milhões.
O planejamento da diretoria previa usar as premiações do torneio para bancar os investimentos feitos no elenco. O título poderia render outros 10 milhões de dólares, cerca de R$ 50 milhões. Na tentativa de conquistar a competição, o Santos contratou Rodinei, Arthur, Lima, Philippe Coutinho e Everton Cebolinha.
Folha salarial e dívidas
A folha do futebol chegou a R$ 30M por mês. Sem a receita internacional projetada, o clube avalia como manter esse nível de despesa. O Santos também tem uma cota de direitos de imagem pendente com os jogadores, que pode representar até 40% dos vencimentos individuais.
A diretoria informou que não dispõe de recursos para quitar o próximo compromisso, com vencimento previsto para o dia 20. Ao mesmo tempo, afirmou estar em dia com as obrigações da carteira de trabalho e com os depósitos do FGTS.
A crise também afetou obras previstas para a estrutura do clube. O projeto de substituição do gramado da Vila Belmiro e do CT Rei Pelé foi interrompido. A intervenção está avaliada em pouco mais de R$ 11 milhões, e a World Sports, empresa responsável pelo campo, está há cinco meses sem receber. Dirigentes procuram um investidor ou um acordo com parceiros comerciais.
Na 10ª posição do Campeonato Brasileiro, o Santos passa a concentrar esforços no torneio nacional. A equipe comandada por Cuca ainda terá 12 partidas para tentar alcançar uma vaga na pré-Libertadores e reduzir as perdas da temporada.



