O zagueiro Thiago Silva, do Fluminense, criticou a estratégia atribuída a Carlo Ancelotti para reformular a Seleção Brasileira depois da Copa do Mundo de 2026. Aos 41 anos, o jogador defendeu uma renovação gradual e disse que atletas com mais de 30 anos ainda podem contribuir quando atravessam um bom momento.
A manifestação ocorreu após a vitória do Fluminense por 2 a 0 sobre o Platense, pelas quartas de final da Libertadores. Em entrevista à Rádio Tupi, Thiago Silva afirmou que a idade, por si só, não deveria determinar a saída de um jogador da equipe nacional.
“Você não pode descartar quem tem 31, 32, 33 anos. Eu quase fui para a Copa com 41”, declarou o defensor.
Críticas ao processo de reformulação
Thiago Silva também questionou a possibilidade de uma troca ampla no elenco. Para ele, a comissão técnica precisa promover a transição de maneira progressiva, levando em conta as diferenças entre defender um clube e atuar pela Seleção Brasileira.
“Na Seleção Brasileira as coisas têm que ser devagar. Não pode tirar todo mundo e pôr novo. Tem que ser passo a passo”, disse.
O zagueiro ainda contestou a aplicação, no Brasil, de um modelo associado ao futebol europeu. Embora tenha trabalhado com Ancelotti no Milan, em 2008, quando começou sua carreira no futebol europeu, Thiago Silva afirmou que discorda do método, mas reconheceu que o italiano é o responsável pelas decisões.
Pela Seleção Brasileira, o defensor soma 113 partidas e disputou quatro Copas do Mundo.
Próxima convocação
A declaração foi feita enquanto Ancelotti prepara a primeira lista do Brasil após a Copa de 2026. O treinador indicou que o ciclo de alguns jogadores experientes pode ser encerrado, incluindo Neymar, Danilo, Alex Sandro e Casemiro.
O planejamento para a Copa do Mundo de 2030 começa com a reformulação do elenco. Ancelotti divulgará nesta quarta-feira (9) uma relação com 26 jogadores para os amistosos contra Austrália e Índia.



