Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Vitória amplia compromissos de curto prazo, mas reduz déficit no segundo trimestre

Passivo circulante chegou a R$ 294,5 milhões em junho, enquanto o déficit entre abril e junho ficou próximo de R$ 520 mil.

Vitória amplia compromissos de curto prazo, mas reduz déficit no segundo trimestre
Foto: Victor Ferreira/Vitória Foto: Victor Ferreira/Vitória/RTI Esporte

O Vitória encerrou o segundo trimestre de 2026 com aumento dos compromissos de curto prazo e redução do déficit registrado no período. Entre março e junho, o passivo circulante passou de R$ 247,98 milhões para R$ 294,5 milhões, uma diferença de R$ 46,5 milhões em três meses.

Na comparação com dezembro de 2025, quando o saldo era de R$ 185,6 milhões, a alta foi de 58,7%. O passivo circulante inclui tributos, encargos, fornecedores, credores e operações envolvendo jogadores. Portanto, o crescimento do indicador não significa necessariamente que tenham sido contraídas novas dívidas financeiras na gestão de Fábio Mota.

A maior variação ocorreu nos valores a pagar, que subiram de R$ 169,8 milhões no primeiro trimestre para R$ 204,5 milhões em junho. Os tributos avançaram de R$ 62,9 milhões para R$ 74,6 milhões, enquanto as obrigações sociais e os encargos passaram de R$ 26,6 milhões para R$ 39,7 milhões.

Também aumentaram os valores relacionados aos jogadores do elenco, de R$ 14,7 milhões para R$ 29,8 milhões. A conta de outros credores cresceu de R$ 78,2 milhões para R$ 90 milhões.

Em sentido oposto, o passivo não circulante recuou de R$ 216,75 milhões para R$ 203,61 milhões entre março e junho. A redução foi de R$ 13,14 milhões, indicando menor volume de obrigações com vencimento no longo prazo.

Resultado financeiro

O clube acumulou déficit de R$ 8,6 milhões nos primeiros seis meses de 2026. Desse total, R$ 8,1 milhões foram registrados entre janeiro e março. Já no trimestre seguinte, o resultado negativo ficou próximo de R$ 520 mil.

Apesar da melhora entre os dois períodos, o patrimônio social permanecia negativo em R$ 300,3 milhões ao fim de junho. Em termos contábeis, isso significa que as obrigações superavam os ativos acumulados pelo clube.

Os demonstrativos, portanto, combinam maior concentração de compromissos no curto prazo com uma redução do déficit trimestral. A diferença de R$ 90 milhões entre dezembro e junho não representa exclusivamente novas dívidas, porque o passivo reúne diferentes tipos de obrigações.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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