Lamine Yamal voltou a falar sobre o racismo que afirma sofrer na Espanha. O jogador do Barcelona disse que percebe principalmente manifestações indiretas, presentes em olhares, comentários e atitudes, e não apenas em ofensas verbais.
Em entrevista ao programa Universo Valdano, da Movistar+, Yamal afirmou que costuma observar a maneira como as pessoas se comportam com ele. O jogador também relembrou um episódio vivido com Raphinha no Santiago Bernabéu, envolvendo torcedores do Real Madrid.
“Há muitos comentários, muitos olhares que são racistas e eles nem se dão conta”, disse Yamal. Ele afirmou que ser chamado de negro não o irrita, porque é negro, mas ressaltou que o uso da palavra com a intenção de ofendê-lo está errado.
O jogador explicou que não pretende deixar de jogar ou perder a concentração por causa de alguém que pagou ingresso para assistir à partida e o desrespeitou. Para Yamal, a reação aos insultos não deve permitir que o torcedor interfira em seu desempenho durante o jogo.
Apoio de Vini Jr.
Vini Jr., jogador do Real Madrid e uma das principais vozes antirracistas do futebol europeu, já havia manifestado apoio a Yamal. Em abril, o brasileiro destacou a importância de jogadores conhecidos falarem abertamente sobre o racismo.
“É um assunto muito complicado de se falar, mas que acontece muitas vezes”, afirmou Vini. Ele disse que pessoas negras e pobres enfrentam mais dificuldades e defendeu a união de jogadores e de outras pessoas com força para combater o problema.
O brasileiro também afirmou que há racistas em todos os países, sem dizer que Espanha, Alemanha ou Portugal sejam países racistas. Para ele, a mobilização de jogadores pode contribuir para que atletas mais novos e outras pessoas deixem de passar por situações desse tipo.



