SÃO MARCOS — A Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, na Serra Gaúcha, deixou a situação de emergência e passou para uma zona de maior segurança. A mudança foi anunciada no fim da noite de sexta-feira (25) por representantes da prefeitura, da Defesa Civil, da Corsan e do Corpo de Bombeiros Militar.
A Corsan Aegea, responsável pelo reservatório, informou que os testes e as aferições realizados não registraram movimentação na estrutura e afirmou que "não há risco de rompimento". A companhia iniciou uma nova etapa da operação, com reparos e o preenchimento de fissuras com material isolante.
Apesar da melhora, a operação preventiva chegou ao quarto dia neste sábado (26), e os moradores retirados ainda não haviam retornado para casa. Quatro bombeiros militares permanecem no local para auxiliar a população e garantir a segurança das equipes que trabalham próximas à barragem.
Evacuação e monitoramento
Cerca de 170 pessoas deixaram suas residências na quarta-feira (23), depois que a identificação de danos na estrutura levou à retirada preventiva. Na quinta-feira (24), a área de evacuação foi ampliada em 300 metros além do previsto originalmente no Plano de Ação de Emergência. A medida levou mais 15 moradores a deixar suas casas.
A Defesa Civil estadual havia emitido alerta vermelho para a área. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul segue orientando os moradores das zonas de risco e acompanhando pessoas que precisam buscar documentos, medicamentos e outros itens. As equipes também delimitam as áreas classificadas como zona quente e zona segura.
A Corsan mantém as bombas em funcionamento e o nível de alerta, devido à previsão de novas chuvas. A drenagem do reservatório continua, com seis equipamentos retirando água e direcionando, de forma controlada, cerca de 3,2 milhões de litros por hora ao Rio Jaguari.
Às 8h de sexta-feira, o reservatório estava em 3,66 metros, ante 4,65 metros registrados às 11h de domingo, quando o volume de chuva chegou a 174 milímetros. A redução de um metro diminuiu a pressão sobre a estrutura, segundo a companhia.
Construída há cerca de 50 anos, a barragem armazena aproximadamente 250 mil metros cúbicos de água e é uma das principais estruturas de abastecimento de São Marcos. A Corsan também acompanha possíveis impactos da situação no fornecimento de água.
A prefeita em exercício de São Marcos, Fabiana Dutra de Oliveira, disse que a prioridade do município é proteger os moradores do entorno e garantir que os reparos sejam feitos com segurança. A Defesa Civil informou que a evacuação inicial alcançou cerca de 60 edificações, incluindo uma escola, e que o monitoramento técnico continua no local.

