Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Alerta de colapso leva à retirada preventiva de moradores de barragem no RS

Trincas com vazamentos foram identificadas na Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, após chuva de 174 milímetros em 24 horas.

Alerta de colapso leva à retirada preventiva de moradores de barragem no RS
Foto: Corsan/Divulgação

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu, na tarde desta quarta-feira (23), um alerta de perigo muito alto para o possível colapso da Barragem Arroio São Luiz. A orientação é destinada a imóveis próximos à estrutura e às margens do Rio Jaguari, em São Marcos. As demais áreas do município, incluindo a zona urbana, não estão sob risco, informou a Corsan Aegea, responsável pela barragem.

A prefeitura informou que 150 famílias já deixaram suas casas. Em nota, a Defesa Civil estadual afirmou que a evacuação preventiva alcança cerca de 60 edificações em áreas potencialmente atingidas, incluindo uma escola. Já a Corsan informou que aproximadamente 170 pessoas da área de alerta estão sendo retiradas temporariamente e encaminhadas para locais seguros.

Danos identificados na estrutura

As equipes técnicas encontraram trincas com vazamentos no vertedouro e em partes do contraforte da barragem. A companhia acionou o Plano de Ação e Emergência (PAE), comunicou os órgãos responsáveis e iniciou os protocolos para a retirada preventiva dos moradores.

O alerta foi enviado à região por meio do sistema Cell Broadcast às 15h53, com a orientação para que a população se prepare para uma evacuação. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul acompanha a situação por meio da 9ª Coordenadoria Regional, em apoio às equipes municipais, à Corsan e às demais forças de resposta. O Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (GIGED) instalou um Gabinete Local de Incidente no município.

A chuva registrada nesta semana contribuiu para os danos observados na estrutura. Em 24 horas, São Marcos recebeu 174 milímetros, volume superior à média histórica de 163 mm para todo o mês de setembro, conforme os dados citados no comunicado. A Corsan registrou mais de 170 milímetros no mesmo intervalo.

A diretora de Operações da Corsan Aegea, Maraisa Mendonça, afirmou: “Após as chuvas, intensificamos as vistorias das estruturas, identificamos fissuras na barragem”.

As equipes técnicas mantêm o monitoramento contínuo da barragem. A Corsan contratou uma avaliação especializada para dimensionar a situação e indicar as condições necessárias para o retorno aos imóveis. Até a conclusão dessa análise, os moradores permanecerão nos locais seguros definidos pelas autoridades.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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