Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Conflito em Governador Valadares envolve suplente de Cleitinho

Alex Coelho Diniz foi acusado pelo prefeito Coronel Sandro durante investigação sobre o transporte escolar do município.

Treta em Valadares respinga no suplente de Cleitinho em meio à pré-campanha
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O empresário Alex Coelho Diniz (PL), primeiro suplente do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), foi acusado pelo prefeito de Governador Valadares, Coronel Sandro (PL), de participar de uma tentativa de corrupção no transporte escolar e de articular sua retirada do cargo. Diniz pode assumir a vaga no Senado caso Cleitinho seja eleito governador de Minas Gerais.

A acusação foi feita em 23 de abril, durante o depoimento do prefeito no processo que apura possíveis irregularidades no transporte escolar do município. Coronel Sandro também é alvo de acusações no caso.

Diniz negou as suspeitas e classificou a acusação como uma cortina de fumaça. O empresário afirmou ainda que move um processo por difamação contra o prefeito. Os dois foram aliados na eleição municipal de 2024, quando Coronel Sandro foi eleito com 52,95% dos votos, mas romperam em março deste ano.

“Fui apoiador, mas, na hora que vi as coisas erradas, fui o primeiro a sair de perto dele”, afirmou Diniz.

Disputa política e denúncia na Câmara

Diniz é irmão do deputado federal Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG). Ele era filiado ao Republicanos e ocupava a vice-presidência da legenda em Minas quando se afastou da orientação partidária e não declarou apoio a Renato do Samaritano, então integrante do mesmo partido, na disputa pela prefeitura de Governador Valadares. Depois, deixou a sigla e se filiou ao Partido Liberal.

Nesta sexta-feira (8/5), a Comissão Processante da Câmara de Governador Valadares aprovou por unanimidade o parecer final do relator Lei do Mãe de Deus pelo prosseguimento de uma denúncia que pode levar ao impeachment de Coronel Sandro. O documento ainda será analisado pelo plenário, em sessão extraordinária a ser convocada pela Mesa Diretora.

O prefeito acusa o presidente da comissão, vereador Amaral do Povo (Avante), de oferecer R$ 200 mil em dinheiro e um carro de R$ 100 mil para que fosse produzido um relatório favorável à sua cassação. Coronel Sandro disse que pretende apresentar representações criminais e por improbidade, além de pedir o afastamento cautelar dos vereadores e a prisão do presidente da comissão.

Depois da votação, o prefeito foi ao Ministério Público, mas foi orientado a retornar na segunda-feira (11/5), porque o expediente estava perto do fim.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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