Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Silêncio de Cleitinho sobre aliado investigado é criticado como seletivo

Coluna questiona a postura do senador diante da investigação contra Euclydes Pettersen na Operação Sem Desconto.

Escândalo do INSS expõe hipocrisia de Cleitinho
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A ausência de manifestação imediata do senador Cleitinho Azevedo sobre a investigação contra seu aliado Euclydes Pettersen é criticada como um sinal de seletividade política. Pettersen, deputado federal e presidente do Republicanos em Minas Gerais, foi alvo de um mandado de busca e apreensão emitido pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal.

Pettersen é investigado sob suspeita de ter recebido mais de 14 milhões de reais por uma suposta atuação junto à Conafer, entidade apontada no caso como promotora de descontos irregulares nos pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS. A condição dele, porém, ainda é a de investigado, com direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.

Críticas à atuação do senador

A avaliação apresentada é que Cleitinho construiu sua atuação política com denúncias frequentes, vídeos para redes sociais e críticas a problemas do governo federal. O texto também questiona a produção legislativa do senador e descreve sua atividade pública como concentrada na fiscalização e na exposição de adversários.

A crítica se torna mais dura porque Pettersen é aliado próximo de Cleitinho e apontado como seu possível principal cabo eleitoral em 2026. Enquanto jornalistas buscavam uma reação do senador após a ação da Polícia Federal, ele permaneceu em silêncio durante boa parte do dia.

No fim da tarde, uma nota atribuída a Cleitinho apresentou uma resposta breve: “O princípio é o da investigação pública. Agora tem que esclarecer. Que se investigue tudo”. A manifestação foi considerada insuficiente diante do padrão de cobranças que o senador costuma dirigir a adversários políticos.

A coluna sustenta que o episódio expõe um duplo padrão: críticas contundentes quando as acusações atingem rivais e cautela quando envolvem um correligionário. Também defende que Cleitinho deveria cobrar publicamente de Pettersen os mesmos esclarecimentos que exige em outras situações.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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