Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Família é investigada por usar transportadora para enviar armas ao Rio

Operação apura envio de drogas e fuzis escondidos em cargas legais e bloqueia até R$ 10 milhões em contas e aplicações.

Família é investigada por usar transportadora para enviar armas ao Rio

Uma família do Paraná é investigada por suspeita de usar uma transportadora de fachada para enviar drogas e fuzis a comunidades do Rio de Janeiro. A operação foi deflagrada nesta sexta-feira (18) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que afirma ter encontrado materiais ilícitos escondidos em meio a cargas legais levadas por caminhões.

A Justiça autorizou prisões, buscas, bloqueios financeiros e apreensão de veículos relacionados aos investigados. As ordens são cumpridas no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em Maringá, Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, estão entre os endereços alcançados pela operação.

Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Também foi determinado o bloqueio de 21 contas bancárias e aplicações financeiras, com limite de até R$ 10 milhões, além de medidas para apreender 19 veículos.

A identidade dos envolvidos não foi divulgada. Conforme a investigação, o líder do grupo teria utilizado documentos falsos para criar a transportadora, abrir contas, registrar veículos e fazer negócios. Um dos filhos teria adotado procedimento semelhante e aberto outras duas empresas. O pai, a companheira e quatro filhos teriam atribuições definidas na logística das cargas e na movimentação dos recursos.

Apreensões de drogas e armas

A investigação começou em fevereiro de 2026, após a PCPR acessar provas obtidas na prisão de um traficante, em dezembro de 2025. Segundo a polícia, ele fazia o transporte de grandes cargas de drogas e armas de Curitiba para comunidades controladas por organizações criminosas no Rio de Janeiro.

Em 18 de junho, policiais civis apreenderam cerca de 459 quilos de cocaína e crack em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. No local, também foram encontrados um fuzil calibre 5,56 mm, nove pistolas calibre 9 mm e 15 peças desmontadas de fuzil calibre 7,62 mm. Dois integrantes da família, segundo a PCPR, transferiam os materiais de um caminhão para um veículo utilitário quando foram abordados.

Onze dias depois, em Ourinhos, no interior de São Paulo, a Polícia Militar paulista apreendeu outro carregamento associado ao grupo. A ocorrência envolveu 18 fuzis, carregadores e uma quantidade de drogas não detalhada.

Os caminhões seriam acompanhados por veículos chamados de batedores. Eles trafegavam à frente para avisar os motoristas sobre a presença de postos da Polícia Rodoviária Federal e de viaturas policiais.

Empresas e movimentações

A PCPR identificou cerca de R$ 28,8 milhões em créditos movimentados pelos investigados nos períodos analisados. Para a polícia, os valores não eram compatíveis com a capacidade econômica declarada.

A transportadora apontada como centro logístico recebeu R$ 2,5 milhões em créditos em 2025. Outra empresa ligada a dois filhos movimentou R$ 4,2 milhões entre 2025 e 2026, embora tenha informado ao contador faturamento de pouco mais de R$ 34 mil.

Um dos filhos recebeu R$ 1,14 milhão no período. Mais de R$ 393 mil foram sacados em dinheiro, enquanto outros depósitos ocorreram em agências no Rio de Janeiro e em Angra dos Reis.

Uma empresa registrada formalmente como serralheria e vidraçaria teria feito a ligação financeira entre a família e integrantes de uma organização criminosa do Rio de Janeiro. Esse negócio movimentou mais de R$ 17 milhões em créditos em 2025 e pagou à vista um veículo usado posteriormente no transporte de drogas entre Maringá e Curitiba.

O responsável formal pela empresa declarou renda mensal de R$ 1,5 mil, mas movimentou R$ 3,65 milhões em créditos. A investigação o aponta como responsável pelo controle financeiro da organização criminosa.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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