Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro não detalha contrato com Vorcaro e diz que não cabe a ele

Na sabatina do Jornal Nacional, candidato afirmou que contrato e prestação de contas do filme ainda não foram divulgados.

Flávio não responde sobre contrato com Vorcaro: 'Não cabe a mim'

Na sabatina do Jornal Nacional, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) não explicou em detalhes a prestação de contas de “Dark Horse”. Ele também afirmou que não é sua responsabilidade divulgar as cláusulas do contrato firmado com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, para financiar o filme.

O que aconteceu

“Não firmei contrato com ninguém”, disse Flávio. Segundo o candidato, sua participação no filme foi autorizar o uso da própria imagem e buscar investidores. Ao ser questionado pela jornalista Renata Vasconcellos sobre quando tornaria público o acordo com Vorcaro, afirmou que essa atribuição não caberia a ele.

O candidato voltou a dizer que os pagamentos feitos por Vorcaro foram patrocínio privado para o filme e que não houve utilização de dinheiro público. De acordo com Flávio, o banqueiro atuou como investidor, sem receber qualquer contrapartida. Ele declarou que a operação foi feita de boa-fé e não teve ilegalidade. Vorcaro é investigado por uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil e está preso.

O senador afirmou que o caso está mais do que esclarecido, mas não explicou de que maneira os recursos foram utilizados. Depois que a situação veio à tona, Flávio havia prometido apresentar as despesas do filme, o que não ocorreu. Durante a sabatina, disse que a prestação de contas foi encaminhada à Polícia Civil de São Paulo. Ele não foi perguntado sobre a suspeita de que parte do dinheiro do filme teria sido usada para manter o irmão Eduardo nos EUA.

Áudios e mensagens mostram Flávio solicitando dinheiro a Vorcaro. Em uma gravação de novembro de 2025, o senador afirma ao banqueiro que as parcelas estavam atrasadas e que atravessava um momento decisivo do filme. A conversa, divulgada pelo site Intercept Brasil e confirmada pelo UOL, teria ocorrido um dia antes da prisão de Vorcaro.

A negociação teria alcançado R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido pagos efetivamente. Uma parte dos valores teria sido enviada pela Entre Investimentos e Participações, que mantinha parceria com empresas de Vorcaro, ao fundo Havengate Development Fund LP, com sede no Texas (EUA) e sob controle de aliados de Eduardo Bolsonaro.

No início, Flávio negou que tivesse pedido dinheiro a Vorcaro. Ao ser questionado por um repórter do Intercept, disse: “É mentira, de onde você tirou isso? É mentira, pelo amor de Deus”. Depois que os áudios foram divulgados, porém, o senador reconheceu que houve negociação.

A PF investiga se o dinheiro enviado pelo banqueiro foi realmente empregado no filme. Uma das hipóteses é que os recursos tenham custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, suspeita negada por ele. Flávio não foi questionado sobre o assunto durante o Jornal Nacional.

O senador visitou Vorcaro depois da prisão. Questionado sobre a visita, afirmou que sua relação com o ex-banqueiro se limitava a tratar do filme e declarou que “quem deve prestar explicações é o Lula.”

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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