Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Golpe usa dados de pacientes de hospital para pedir Pix a familiares no Paraná

Criminoso se passou por funcionário da Central de Leitos e por médico; uma familiar perdeu R$ 554 após receber pedido de transferência.

Golpe usa dados de pacientes de hospital para pedir Pix a familiares no Paraná
Foto: Reprodução/RPC

Um homem se passou por funcionário da Central de Leitos e por médico para obter dados de pacientes do Hospital São Lucas, em Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná. Depois, familiares receberam pedidos de transferência via Pix para a compra de medicamentos. Uma mulher perdeu R$ 554.

O caso ocorreu no sábado (5), e a Polícia Militar registrou a ocorrência. A Polícia Civil ainda não havia informado se abriu investigação ou identificou algum suspeito.

Segundo a PM, o homem telefonou para o hospital, apresentou-se como funcionário da Central de Leitos e usou o nome de um médico. Ele pediu a uma funcionária a confirmação de informações sobre pacientes que aguardavam vagas na fila de regulação.

A Central de Leitos é o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) responsável por gerenciar, organizar e distribuir vagas de internação hospitalar, UTIs e transferências de pacientes. Depois que os dados foram confirmados, o criminoso passou a ligar e enviar mensagens para familiares usando o mesmo número de telefone.

Nas abordagens, ele se identificava como o médico e afirmava que o SUS levaria três dias para fornecer os medicamentos. Pelo menos três pessoas foram contatadas. Uma delas fez o pagamento e percebeu o golpe somente quando o homem pediu uma nova transferência, que não foi concluída porque a outra instituição bancária não autorizou a operação.

Orientação da Secretaria de Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde informou que o SUS não cobra por consultas, exames, cirurgias ou serviços de regulação. “Se cobrou, tá errado. O SUS é gratuito”, diz a campanha mantida pela pasta.

A orientação é não fazer pagamentos nem fornecer dados em contatos suspeitos. Denúncias podem ser registradas na Ouvidoria da Sesa pelo telefone 0800 644 4414. A secretaria também esclareceu que o Hospital São Lucas é prestador de serviço e não uma unidade própria do órgão.

Caso semelhante em Toledo

Quatro meses antes, um golpe com o mesmo método havia sido aplicado em Toledo, no oeste do Paraná, também com o uso do nome do mesmo médico. Na ocasião, o criminoso abordou pacientes internados em cuidados paliativos na rede municipal e pediu transferências para supostamente comprar remédios urgentes.

A prefeitura informou que unidades básicas de saúde, pronto-atendimentos e hospitais públicos não podem solicitar pagamentos por fora para consultas, medicamentos, exames ou procedimentos. Em caso de cobrança, a recomendação é procurar a unidade de saúde por canais oficiais para comunicar o contato e confirmar a informação.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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