Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lutador paranaense fala após lesão na coluna durante luta de jiu-jitsu

Willian “Kabuto” Hiroyuki agradeceu pelas orações e continua em tratamento domiciliar após fraturar vértebras cervicais em Londrina.

Lutador paranaense fala após lesão na coluna durante luta de jiu-jitsu
Foto: Redes sociais

O lutador Willian “Kabuto” Hiroyuki falou pela primeira vez desde que sofreu uma lesão na coluna cervical durante uma luta de jiu-jitsu. O atleta, que é faixa-preta, perdeu os movimentos das pernas após fraturar as vértebras C5 e C6 em uma competição realizada em Londrina, no Norte do Paraná.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Willian afirmou que está em casa e agradeceu pelas orações. Apesar da alta hospitalar, ele continua em tratamento por meio de internação domiciliar e permanece isolado, recebendo visitas apenas de familiares.

“Obrigado por acompanhar. Obrigado pelas orações e até a próxima”, disse o lutador. Ele explicou que ainda precisa de tempo para lidar com a situação, seguir os cuidados necessários e trabalhar na recuperação física e emocional.

Em outro vídeo publicado no perfil oficial do atleta, foi informado que ele consegue movimentar os antebraços. Willian, porém, ainda não controla os pulsos e as mãos e não tem sensibilidade em outras partes do corpo abaixo do peito.

Investigação policial

Willian foi internado no Hospital Evangélico em 22 de agosto, depois de se machucar no campeonato Super Pro Jiu-Jitsu. A luta ocorreu na modalidade no-gi, disputada sem kimono, contra Juliano Di Pelli Machado.

Em 24 de agosto, o promotor Renato de Lima Castro apresentou uma notícia-crime para que o episódio fosse investigado como lesão corporal de natureza gravíssima. Ele acompanhava a transmissão da competição quando ocorreu o golpe. O documento menciona uma diferença de aproximadamente 40 quilos entre os atletas e afirma que Juliano teria projetado o corpo, deixando o peso sobre Willian enquanto ele estava em posição de submissão.

A Polícia Civil recebeu a notícia-crime e iniciou a apuração. No dia 22 de setembro, informou que havia ouvido cinco testemunhas. Conforme a polícia, todas disseram que o lutador foi atingido por um golpe ilegal. Os depoimentos dos dois atletas envolvidos ainda seriam colhidos, além de outras diligências para verificar as circunstâncias do caso.

Em 4 de setembro, o delegado Roberto Fernandes informou que havia solicitado fichas cadastrais e alvarás para dar continuidade à investigação.

Defesa de Juliano

O advogado Felipe de Melo, que representa Juliano Di Pelli Machado, afirmou que aguarda as respostas da organização do evento à notificação da defesa e a conclusão das diligências das autoridades. Segundo ele, Juliano soube da alta hospitalar de Willian e recebeu a informação com alívio.

A defesa declarou que o lutador está à disposição para prestar esclarecimentos e que considera necessário examinar o registro audiovisual, o regulamento da modalidade e a atuação da arbitragem antes de conclusões sobre o episódio. Também afirmou que Juliano está abalado com o estado de saúde de Willian, manifesta solidariedade à família e pretende colaborar com a investigação.

Organização do campeonato

Em nota publicada nas redes sociais, o Super Pro Jiu-Jitsu informou que o atleta foi atendido pela equipe médica e por uma ambulância do serviço Mais Saúde, responsável pelo suporte no local. A organização disse que acompanha a situação junto à família, oferece o suporte cabível e mantém o compromisso com a segurança e o cumprimento dos protocolos.

A Confederação Brasileira de Jiu Jitsu não havia apresentado posicionamento até a última atualização das informações. A Federação de Jiu Jistu do Paraná informou que não tinha conhecimento da realização do campeonato.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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