Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Tempestade em São Luiz Gonzaga é identificada como supercélula, não tornado

Meteorologistas dizem que as imagens não permitem confirmar um tornado; vendaval afetou 2 mil pessoas na cidade.

Tempestade em São Luiz Gonzaga é identificada como supercélula, não tornado
Foto: Defesa Civil de São Luiz Gonzaga

A tempestade que assustou moradores de São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, na noite de segunda-feira (28), foi identificada como uma supercélula. Meteorologistas afirmam que não é possível confirmar a formação de um tornado nas imagens gravadas durante o fenômeno.

A Climatempo Meteorologia explica que a supercélula é uma tempestade organizada, com uma corrente de ar ascendente que permanece ativa e gira. Esse tipo de sistema pode durar mais que uma tempestade comum e provocar granizo grande, chuva intensa, rajadas destrutivas e, em alguns casos, tornados. A empresa ressalta que nem toda supercélula produz esse fenômeno.

O tornado é uma corrente de ar ascendente que se forma entre a base da supercélula e o solo, com formato de funil e movimento giratório. Quando a extensão da base da nuvem tem formato de funil, mas não toca o chão, não é possível classificá-la como tornado. Em muitos casos, o funil aparece apenas na base da nuvem.

Danos registrados

As imagens divulgadas pela Defesa Civil do município mostram raios e ventania durante a passagem da tempestade. No vídeo, um morador pede que outras pessoas busquem abrigo e afirma: “É um tornado, meu Deus do céu”. Após observarem o fenômeno, moradores correram para se proteger.

A Defesa Civil estadual informou que um vendaval afetou 2 mil pessoas em São Luiz Gonzaga. Não houve registro de feridos, mas foram relatadas 10 quedas de árvores e 10 postes danificados.

Desde segunda-feira (28), o Rio Grande do Sul registra alagamentos, bloqueios em estradas, retirada de famílias e milhares de imóveis sem energia.

Formação de tornados

O Rio Grande do Sul faz parte do chamado corredor de tornados da América do Sul, uma das áreas mais favoráveis do planeta à formação desses fenômenos. Na região, o ar quente e úmido vindo da Amazônia encontra o ar frio que avança do sul do continente.

Quando os ventos mudam de direção e de velocidade conforme a altitude, a tempestade começa a girar. Em poucos minutos, os ventos de um tornado podem ultrapassar 300 quilômetros por hora.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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