Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Nome de Hora Extra veio de período a mais no útero, diz veterinária

Égua Crioula chegou à Ulbra, em Canoas, para adaptação e exames antes de uma possível reprodução com Caramelo.

Nome de Hora Extra veio de período a mais no útero, diz veterinária
Foto: Reprodução; Bruno Todeschini/Grupo RBS

O nome Hora Extra foi escolhido porque a égua teria permanecido alguns dias além do esperado no útero da mãe. A explicação foi dada pela veterinária Laura Martins Cezimbra, da Ulbra, instituição que acolhe o animal e o cavalo Caramelo.

"Ela já estava fazendo 'hora extra' na barriga da mãe. Por isso, ficou esse nome", afirmou Cezimbra. A letra inicial também segue uma prática comum entre criadores: no ano em que a égua nasceu, a letra definida para os nomes dos cavalos era H.

Hora Extra chegou ao Hospital Veterinário da Ulbra na última quarta-feira (9), vinda de uma propriedade rural de São Sebastião do Caí, no Vale do Caí. Com seis anos, a égua Crioula foi doada à universidade e passou a integrar o grupo de animais acolhidos pela instituição. A origem do nome, porém, não foi confirmada pela equipe: a informação veio dos antigos proprietários, que já a chamavam assim.

Adaptação ao novo ambiente

A égua não foi colocada no mesmo espaço que Caramelo. Os dois permanecem em piquetes vizinhos, onde podem se enxergar e ficar próximos durante o período de adaptação. Segundo Cezimbra, Caramelo demonstrou interesse e relinchou ao perceber a presença da nova companheira.

Hora Extra chegou saudável, mas está mais magra e com bastante pelagem por ter vivido solta no campo. A universidade pretende melhorar suas condições físicas. Nos primeiros dias, serão observados o comportamento do animal e sua condição de saúde, além da realização de exames médicos.

A escolha levou em conta o fato de a égua não ter histórico de reprodução e apresentar comportamento dócil. Ela também poderá participar de atividades práticas do curso de Medicina Veterinária. Qualquer tentativa de acasalamento dependerá dos exames e da adaptação ao local.

Projeto para Caramelo

A proposta de uma possível reprodução surgiu da relação criada entre Caramelo e o público que acompanha sua trajetória desde o resgate durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. De acordo com a veterinária, os seguidores pedem informações sobre a vida do cavalo e demonstram interesse por novas fases de sua história.

Caramelo é um garanhão, ou seja, um cavalo macho não castrado. Por isso, não pode conviver livremente em grupo, embora mantenha contato próximo com outros equinos do campus, incluindo fêmeas. A iniciativa não está ligada à preservação genética, segundo Cezimbra, mas ao significado afetivo atribuído ao animal.

Hoje, com cerca de 11 anos, Caramelo vive no campus da Ulbra, em Canoas. Ele passa a noite em um espaço protegido e, durante o dia, fica em um piquete exclusivo de 250 metros quadrados, onde corre, pasta e rola na grama. O local também é usado para visitação e atividades de estudantes de Medicina Veterinária.

Caramelo ganhou projeção depois de ser resgatado durante as enchentes. A operação foi acompanhada por veterinários do Corpo de Bombeiros de São Paulo. O cavalo precisou ser sedado para o transporte no bote e depois foi levado ao hospital veterinário, onde recebeu medicação para repor líquidos perdidos enquanto permanecia ilhado.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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