Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Denúncia aponta retirada de celulares de caminhão por policiais no Paraná

Quatro PMs de São José dos Pinhais respondem por roubo qualificado e estão afastados do serviço operacional desde fevereiro.

Denúncia aponta retirada de celulares de caminhão por policiais no Paraná
Foto: Reprodução/RPC

Quatro policiais militares são acusados de usar uma viatura e armas da corporação para retirar caixas de celulares de um caminhão-cegonha. Os aparelhos estavam escondidos em um carro transportado pelo veículo, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os PMs identificados são Anderson Luis de Oliveira, Alexandre Rodrigues Kondageski, Danniel da Cruz Melo Fonseca e Evandro Mateus Gasparello. Eles atuam em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e respondem por roubo qualificado. Desde fevereiro, estão afastados do serviço operacional nas ruas e impedidos de usar as armas da corporação.

Abordagem na rodovia

Conforme a denúncia, depois de encontrarem as caixas em um dos veículos transportados, Alexandre Rodrigues Kondageski entrou na cabine do caminhão com uma arma de fogo em punho. O motorista teria sido obrigado a acompanhar a viatura.

A abordagem ocorreu na marginal da BR-116. Segundo o Gaeco, os policiais retiraram os celulares do caminhão e colocaram as caixas dentro da viatura. A denúncia sustenta que a condição de agentes públicos, o veículo oficial e as armas foram usados na ação. O motorista também teria sido ameaçado.

O caso foi levado ao Ministério Público pela dona da carga. Ela apresentou versões contraditórias sobre os aparelhos transportados, que não tinham nota fiscal. Para o Gaeco, uma eventual irregularidade na carga não justificaria a conduta atribuída aos policiais.

Investigação e defesa

O promotor de Justiça Fernando Cubas Cesar afirmou que os policiais não fizeram registro da abordagem nem de um Boletim de Ocorrência, além de terem mantido desligado o sistema de GPS da viatura: "eles não fizeram nenhum registro de Boletim de Ocorrência".

A defesa afirma que os quatro são inocentes e que não há provas do crime. O advogado Willian Anderson Hervis disse que a equipe não costumava registrar todas as situações levadas aos policiais e que, como não houve apreensão efetiva da mercadoria, não foi feito boletim.

A Polícia Militar optou por não se manifestar sobre o caso.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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