Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Minas

Renan Santos defende confronto com o STF e propõe nova Constituição

Candidato do Missão afirma que próximo presidente deveria retirar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal.

Renan Santos diz que próximo presidente da República 'deverá ir para o enfrentamento contra STF'
Foto: Reprodução

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (8) que o próximo presidente deveria confrontar o Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu durante entrevista à TV Jovem Pan, no contexto dos últimos desdobramentos do caso Master.

Relatórios da Polícia Federal mostraram troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e autoridades dos Três Poderes, incluindo Alexandre de Moraes, ministro do STF. Renan disse que mudou de posição sobre a relação do futuro governo com a Corte. Inicialmente, segundo ele, a ideia era evitar um combate direto.

O candidato afirmou que, se a composição atual do Supremo for mantida, com Moraes e Dias Toffoli, a crise será transferida para o próximo mandato. Para Renan, o futuro presidente teria de atuar para retirar os dois ministros do tribunal. Ele também declarou que não reconheceria decisões tomadas por Moraes ou Toffoli, a quem chamou de ministros ilegítimos.

Críticas a decisões do STF

Renan criticou ainda a decisão de Dias Toffoli que suspendeu seu direito de fazer campanha eleitoral pelas redes sociais, após uma inconsistência em sua declaração sobre as plataformas. O candidato classificou a medida como uma ação motivada por vingança.

Em entrevista à Mathias TV, também nesta terça-feira (8), Renan disse ter ficado atônito com a decisão e afirmou que Toffoli recuou depois de ser pressionado. O candidato declarou que a medida precisaria ser revertida para que as eleições fossem realizadas naquele ano.

Proposta de nova Constituição

Entre as propostas apresentadas, Renan defendeu a elaboração de uma nova Constituição. Para ele, a Carta Magna atual impede o crescimento econômico brasileiro e ganhos na área da soberania. O candidato criticou a vinculação de despesas no texto constitucional e afirmou que, apesar da previsão de direitos, a população vê a vida piorar e os direitos humanos não serem respeitados.

Renan avaliou, porém, que a composição atual do Congresso Nacional produziria uma nova Constituição pavorosa. Como alternativa, propôs uma reforma política com a escolha de uma nova Assembleia Constituinte. Ele sugeriu que os brasileiros eleitos para participar do processo ficassem impedidos de exercer atividade política por 12 anos.

Ataques a adversários

Nas entrevistas, o candidato também criticou Augusto Cury, do Avante, a quem classificou como um não-assunto e um pastel de vento por não resistir ao contraditório.

Renan mencionou ainda Flávio Bolsonaro ao comentar o caso Master e Daniel Vorcaro. Disse que pessoas envolvidas em suspeitas de corrupção podem receber aplausos mesmo durante uma campanha eleitoral.

Ao falar sobre Lula, o candidato afirmou que ele será arrastado para a crise e citou uma suposta relação política entre o presidente e ministros do STF, incluindo Dino, Gilmar, Toffoli e Alexandre de Moraes.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.