CURITIBA — Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, defendeu durante um comício realizado na noite deste domingo (20) a reformulação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a prisão dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
O candidato criticou toda a composição da Corte e associou o STF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Santos apresentou medidas que, segundo ele, reduziriam o poder do Supremo, mas ampliariam sua importância.
O discurso também teve críticas a Lula, Flávio Bolsonaro e ao STF. Ao falar sobre o país, o candidato afirmou que é uma vergonha ser brasileiro no contexto atual e disse que o crime se tornou regra no Brasil. Para ele, a redução dos delitos depende da certeza de aplicação de penas altas.
Questionado sobre ações de prevenção à violência contra as mulheres, Santos afirmou que pretende ampliar as punições, mas não detalhou um plano específico. Ele também criticou a ampliação do Bolsa Família para R$ 691 por família em período próximo ao pleito, classificando a medida como compra de votos.
Críticas à família Bolsonaro
Ao abordar a Operação Lava Jato, que teve origem em Curitiba, Renan Santos chamou Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, e Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado, de traidores do país. A crítica foi relacionada à reaproximação dos dois com a família Bolsonaro.
Santos mencionou denúncias de que Jair Bolsonaro teria protegido o filho de investigações da Polícia Federal e de que Flávio Bolsonaro teria relações com Daniel Vorcaro. Também criticou o que chamou de entreguismo bolsonarista e afirmou que a família do ex-presidente pretende entregar terras raras e riquezas nacionais a empresas norte-americanas ligadas a Donald Trump.
Entre as propostas apresentadas, o candidato defendeu o fim da autonomia universitária. A justificativa foi que o Brasil não sabe administrar o ensino superior público. O plano prevê reduzir os gastos com a folha de pagamento e direcionar recursos para moradia estudantil, restaurantes universitários, pesquisa e extensão.
Na segurança, Santos propôs ampliar a indústria bélica e construir uma bomba atômica para garantir a soberania nacional e transformar o Brasil em uma potência global.



