Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Minas

Rhavi deixa hospital após três anos e seis meses internado em Porto Alegre

Menino com Síndrome de Noonan recebeu atendimento domiciliar custeado pelo Estado após decisão da Justiça do Rio Grande do Sul.

Rhavi deixa hospital após três anos e seis meses internado em Porto Alegre
Foto: Reprodução/RBS TV

Rhavi, de três anos e seis meses, recebeu alta do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) na tarde desta quarta-feira (23). A criança foi para casa pela primeira vez desde o nascimento, depois que o Estado garantiu o custeio de atendimento domiciliar, conhecido como home care.

O menino vivia internado desde que nasceu. Na ala pediátrica, cresceu, comemorou aniversários e foi batizado. A mãe, Jéssica de Azevedo Bastos, acompanhou a alta após passar os últimos anos ao lado do filho no hospital.

Servidora pública do município de Rio Pardo, Jéssica se afastou do trabalho para cuidar integralmente da criança. A rotina durante a internação incluía horários definidos para terapias e medicações, o que, segundo o relato, impedia que ela permanecesse longe do menino por mais de uma hora.

Condição de saúde e atendimento em casa

Rhavi tem Síndrome de Noonan, uma condição genética rara que compromete o funcionamento do sistema digestivo. Por isso, recebe todos os nutrientes diretamente pela veia. Ele também precisa de ventilação mecânica em razão de sequelas associadas à prematuridade pulmonar.

Nos primeiros meses de vida, a criança enfrentou complicações, permaneceu entubada e passou por uma cirurgia cardíaca aos seis meses, antes de receber o diagnóstico genético. A equipe médica afirma que houve evolução positiva no último ano, apesar das perspectivas iniciais de sobrevivência.

A pediatra Sandra Helena Machado avalia que a mudança de ambiente e o convívio fora do hospital podem contribuir para o desenvolvimento neuropsicomotor. Para viabilizar a alta com segurança, a família acionou a Justiça do Rio Grande do Sul.

A decisão judicial determinou que o Estado arcasse com a estrutura necessária para a desospitalização. O serviço contratado prevê acompanhamento multiprofissional, com fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição.

A advogada Alessandra Ludwig argumentou que o plano terapêutico, com equipamentos e insumos, não poderia ser dividido, por ser indispensável à manutenção da vida do menino em casa.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.