O debate entre os quatro candidatos ao governo do Rio Grande do Sul foi marcado por divergências sobre saúde, concessões, impostos, finanças públicas e articulação com o governo federal. O encontro reuniu representantes de partidos com representação mínima no Congresso e foi realizado das 8h10 às 10h, com mediação da jornalista Andressa Xavier.
Também entraram na pauta infraestrutura, violência contra a mulher, apostas esportivas e desenvolvimento econômico. Os candidatos trocaram acusações, apresentaram propostas e questionaram a experiência administrativa e a capacidade de articulação política dos adversários.
Saúde e serviços públicos
No primeiro bloco, Luciano Zucco e Juliana Brizola discutiram saúde, fornecimento de água e energia e concessões. Zucco defendeu o fortalecimento da atenção básica, a ampliação da telemedicina e mudanças no programa Assistir. Juliana apresentou o Pró-Hospitais, propôs mutirões e um terceiro turno nos hospitais, além de buscar programas federais.
Gabriel Souza criticou propostas dos adversários e afirmou que serviços como a telemedicina já existem no Estado. Marcelo Maranata defendeu a descentralização da regulação da saúde, com a divisão do Estado em sete regiões, e cobrou recursos para obras de proteção da Região Metropolitana.
No terceiro bloco, Gabriel prometeu zerar as filas da saúde no primeiro ano de governo e ampliar os recursos destinados ao SUS Gaúcho. Segundo ele, o programa já retirou 110 mil pessoas das filas. Juliana também descartou o aumento de impostos para financiar suas propostas.
Rodovias, impostos e segurança
Questionado sobre a conservação das rodovias, Maranata disse que manteria a Empresa Gaúcha de Rodovias, buscaria recursos federais para o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem e reduziria despesas do Estado.
Juliana defendeu a prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados. Zucco também afirmou que pretende aderir ao Propag e buscar a prorrogação do Funrigs, além de defender um fundo constitucional para as regiões Sul e Sudeste.
Maranata descartou aumentar impostos, defendeu a redução de tributos e propôs a criação de 2 mil escolas empreendedoras. Gabriel prometeu ampliar o número e o horário de funcionamento das delegacias especializadas no atendimento às mulheres, monitorar agressores, realizar concursos para as forças de segurança e promover ações educativas nas escolas.
No último confronto, Gabriel questionou Zucco sobre um voto no Congresso relacionado à compensação por perdas de ICMS sobre combustíveis. Zucco não detalhou o voto e defendeu mais articulação política em Brasília.
O encontro foi dividido em três blocos. O primeiro e o terceiro tiveram perguntas entre os candidatos, enquanto jornalistas da Rádio Gaúcha fizeram as perguntas do segundo bloco. Ao final, cada participante teve um minuto para as considerações finais.



