Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Política

Debate no Paraná reúne propostas sobre violência, educação e serviços públicos

Requião Filho, Sandro Alex e Sergio Moro discutiram segurança, saúde, educação, infraestrutura e empresas estaduais.

Debate no Paraná reúne propostas sobre violência, educação e serviços públicos
Foto: Giuliano Gomes/PR Press

O debate entre os candidatos ao governo do Paraná realizado pela RPC nesta terça-feira (29) teve como principais temas a violência contra a mulher, a educação, a saúde e o combate à corrupção. Também entraram na discussão o Porto de Paranaguá, a Copel, a Sanepar, as rodovias e as concessões de pedágios.

Participaram Requião Filho (PDT), Sandro Alex (PSD) e Sergio Moro (PL). A mediação foi feita pela jornalista Helen Anacleto, apresentadora do Boa Noite Paraná. A emissora informou que os candidatos foram convidados por terem representatividade mínima no Congresso Nacional, conforme a lei eleitoral.

Segurança e educação

Sergio Moro abriu o primeiro bloco com uma pergunta a Sandro Alex. Ele afirmou ser alvo de notícias falsas atribuídas à campanha do adversário e o desafiou a não mencionar Ratinho Jr. durante a resposta. A conversa também passou pelo voto de Moro no Senado sobre a indicação de Flavio Dino ao Supremo Tribunal Federal, pelas preferências dos candidatos na eleição para a Presidência da República e por obras realizadas quando Sandro Alex ocupava a Secretaria de Infraestrutura do Paraná.

Sandro Alex perguntou a Requião Filho se ele pretendia acabar com as escolas cívico-militares e fechar unidades de ensino. Requião negou a intenção de fechar escolas e afirmou que propõe mudar a modalidade. Os dois compararam projetos para a educação paranaense.

Ao questionar Moro sobre medidas contra a violência contra a mulher, Requião citou a possibilidade de criação de centros de acolhimento para vítimas. Moro falou em construir um presídio de segurança máxima para manter presos homens condenados por esse tipo de violência.

Saúde, empresas e infraestrutura

No segundo bloco, os candidatos trocaram críticas sobre corrupção, aliados e posições relacionadas à votação de ministros do STF e à disputa presidencial. Também apresentaram propostas para construir hospitais, reduzir filas na saúde e discutir a tabela do SUS.

Sandro Alex perguntou a Requião Filho sobre eventuais restrições no Porto de Paranaguá. Requião defendeu o combate ao crime organizado que utiliza o porto para o tráfico de drogas. A eficiência da operação portuária também foi debatida. A Copel, privatizada em 2023, apareceu em meio a acusações entre os candidatos, que ainda falaram sobre aposentadorias pagas a ex-governadores.

No terceiro bloco, Sandro Alex e Sergio Moro discutiram obras de infraestrutura, duplicação de rodovias, concessões de pedágios, tarifas e fiscalização das concessionárias. Moro e Requião debateram a Copel e a Sanepar, incluindo a privatização da empresa de energia e reclamações sobre os serviços de água e esgoto.

Os candidatos também apresentaram propostas para recompor salários de funcionários públicos, ampliar o ensino integral e profissionalizante, construir novas unidades de saúde, regionalizar o atendimento e ampliar os repasses do governo federal.

O debate foi dividido em quatro blocos: três de tema livre e um destinado às considerações finais. As regras foram apresentadas em 22 de setembro aos representantes das campanhas e aprovadas por eles. No encerramento, cada candidato teve quatro minutos para falar, seguindo a ordem definida por sorteio.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.