A rodoviária foi projetada com as plataformas de embarque, desembarque e circulação dos ônibus em um nível acima das lojas, dos serviços e das áreas usadas pelos passageiros. Cerca de 15 mil pessoas passam diariamente pelo local.
Inaugurada em junho de 1970, a estação mantém a solução arquitetônica concebida durante a construção, realizada entre 1968 e 1969. O projeto foi elaborado pelo arquiteto Elyseu Victor Mascarello, com a participação dos engenheiros Joal Orestes Olabarriaga e Enio Vinicio Mascarello.
De acordo com Fabiano de Oliveira Pereira, presidente do Conselho de Tráfego do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a plataforma elevada foi planejada desde o início para receber o tráfego dos ônibus. Com isso, quem está no pavimento inferior vê os veículos passando sobre a cobertura das áreas abaixo.
A configuração faz com que a estrutura se assemelhe a um viaduto. A proximidade visual entre ônibus e pedestres decorre da forma como a construção é observada: do piso inferior, a sustentação do pavimento superior não aparece imediatamente. A estrutura, porém, separa as áreas de circulação dos usuários da plataforma dos veículos.
Reforma após a enchente
Em março deste ano, o governo do estado autorizou a reforma da estação, com investimento de R$ 19,6 milhões. O projeto inclui intervenções estruturais, novas plataformas de embarque e desembarque, guichês para venda de passagens e sanitários.
Durante a enchente histórica de 2024, a rodoviária ficou sem operar por mais de um mês. As linhas com saída e retorno na estação foram suspensas em 4 de maio e voltaram a funcionar integralmente em 13 de junho daquele ano.



