Um homem suspeito de atacar um indígena foi preso pela Polícia Civil uma semana depois de dois indígenas terem sido detidos por uma acusação que acabou descartada pela própria vítima. Segundo a corporação, o novo suspeito confessou o crime durante o interrogatório. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas.
O ataque ocorreu na madrugada de 10 de agosto, nas proximidades da Aldeia Tekoha Mirim. A vítima foi localizada gravemente ferida na Estrada da Faixinha e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A motivação ainda é investigada.
Primeiras prisões foram revogadas
Logo após o crime, dois indígenas da aldeia foram presos. A medida foi tomada depois que o cacique, líder da comunidade, indicou os dois como responsáveis e confirmou a acusação em depoimento à Justiça. Outros três indígenas também prestaram depoimentos que reforçaram a suspeita.
A polícia considerou esses relatos e roupas apreendidas como possíveis provas. Um dos homens foi preso em flagrante, enquanto a prisão preventiva do outro foi autorizada pela Justiça.
A versão mudou quando a vítima recebeu alta hospitalar e foi ouvida pela polícia, em Toledo. Ela afirmou que os dois indígenas não haviam participado do ataque. Diante do novo depoimento, o delegado Ildelúcio Oliveira Melo pediu ao Ministério Público a revogação das prisões. Os dois foram soltos.
Investigação levou a dois suspeitos
Depois de se recuperar, a vítima forneceu informações sobre os possíveis autores. Com base nesses dados, os investigadores localizaram dois homens. Um deles relatou o crime em detalhes e disse que o ataque teria ocorrido após uma discussão durante um momento em que os dois bebiam na aldeia.
Como não havia sido detido no momento do crime, o suspeito foi liberado após prestar depoimento. O Ministério Público pediu a prisão preventiva, e a Polícia Civil o prendeu nesta quarta-feira.



