PONTA GROSSA — A Polícia Civil do Paraná prendeu um empresário de 31 anos investigado por participação no ataque a tiros que matou Hugo Gabriel Moll, de 39 anos, em uma barbearia. A prisão foi realizada na manhã de ontem, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
O homem é apontado pela corporação como um dos mandantes do assassinato de Hugo e da tentativa de homicídio contra o proprietário do estabelecimento. O nome do preso não foi divulgado pelas autoridades, e ele foi encaminhado ao sistema penitenciário depois dos procedimentos na delegacia.
Vítima foi atingida por engano
As investigações indicam que o ataque tinha como alvo um homem com antecedentes criminais por tráfico de drogas. Ele havia deixado a barbearia cerca de 10 segundos antes de Hugo entrar no local.
“Segundo as investigações, Hugo não era o alvo dos atiradores”, afirmou o delegado Luis Gustavo Timossi. De acordo com ele, a vítima acabou sendo atingida por engano. O proprietário da barbearia também foi baleado, no tórax, mas sobreviveu após ser socorrido.
O crime ocorreu em 19 de junho, no bairro Cará-Cará. Um criminoso entrou no estabelecimento e efetuou disparos. Hugo foi atingido na cabeça e morreu no local. A polícia também trabalha com a hipótese de que o barbeiro tenha sido baleado em uma tentativa de eliminar testemunhas.
Investigação continua
Para chegar ao empresário preso, a PCPR cruzou imagens e dados de inteligência. Foram analisadas gravações de câmeras de segurança, informações de monitoramento viário e laudos periciais. Com esses elementos, a corporação solicitou a prisão temporária e mandados de busca e apreensão.
Em julho, o suposto articulador do crime e o atirador já haviam sido identificados e presos. A polícia não detalhou o papel de cada um no planejamento e na execução do ataque. O inquérito continua até a conclusão das investigações.
Como o nome do empresário e dos demais presos não foi divulgado, não foi possível localizar as defesas para manifestação. A Associação Paranaense de Construtores lamentou a morte de Hugo e informou que ele era empresário e construtor.
Informações podem ser repassadas anonimamente à PCPR pelo telefone 197 ou ao Disque-Denúncia, pelo 181. Em caso de crime em andamento, a orientação é ligar para a Polícia Militar, no 190.



