Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Minas

Tarifa dos EUA alcança US$ 234 milhões em produtos mineiros

Cobrança de 25% afeta 15 principais itens exportados por Minas Gerais; novos 12,5% podem elevar alíquota total a 37,5%.

Impacto das tarifas dos EUA em Minas é estimado em US$ 234 mi, diz Fiemg

A tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (22/7) e atinge 15 dos principais itens exportados por Minas Gerais. Juntos, eles movimentaram cerca de US$ 234 milhões no mercado americano em 2025, segundo levantamento do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (CIN/FIEMG).

Entre os produtos afetados estão equipamentos médicos, disjuntores, pedras preciosas trabalhadas, derivados de rochas e sebo bovino. Para a Fiemg, a cobrança pode pressionar preços, margens e contratos e reduzir a competitividade das empresas mineiras diante de fornecedores de outros países.

O sebo de bovinos, ovinos ou caprinos lidera a lista, com quase US$ 34 milhões em exportações, seguido pelos disjuntores de baixa tensão, com aproximadamente US$ 33 milhões. Minas Gerais respondeu por mais de 97% do valor exportado pelo Brasil nessa categoria em 2025.

As preparações capilares somaram pouco mais de US$ 22 milhões, e as pedras preciosas ou semipreciosas trabalhadas, cerca de US$ 21 milhões. Obras contendo magnesita, dolomita ou cromita alcançaram aproximadamente US$ 19 milhões. Em algumas dessas categorias, a participação mineira superou 99% do total nacional.

Entre os equipamentos médicos, válvulas cardíacas, lentes intraoculares e outros aparelhos de prótese representaram US$ 16,99 milhões. Agulhas, cateteres, sondas e itens semelhantes somaram US$ 8,29 milhões, com participação de Minas Gerais de 60,72% no total brasileiro.

A medida foi adotada com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos, após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Cargas que começaram a ser transportadas antes de quarta-feira (22/7) podem ser dispensadas, desde que entrem no mercado americano antes de 29 de julho.

A tarifa não inclui produtos como café verde, ferro-gusa, ferronióbio, ferrossilício-manganês, ouro, carne bovina, celulose, mel natural e determinados produtos químicos. Os 15 principais itens mineiros isentos somaram cerca de US$ 3,3 bilhões em exportações em 2025. O ferro-gusa respondeu por pouco mais de US$ 1 bilhão, enquanto o café verde alcançou aproximadamente US$ 1,6 bilhão.

A Fiemg também acompanha a possibilidade de uma tarifa adicional de 12,5%, relacionada a uma investigação americana sobre mercadorias produzidas com trabalho forçado. Se confirmada, a cobrança acumulada poderia chegar a 37,5%.

A coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do CIN/FIEMG, Verônica Ribeiro Winter, afirmou que “a diferença pode pesar diretamente na escolha do importador”. Na terça-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que o governo não descarta acionar a Lei de Reciprocidade. Ajustes no programa Brasil Soberano, que oferece crédito a empresários afetados, ainda não foram anunciados.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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