Belo Horizonte, Sábado, 3 de outubro de 2026
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AIR critica decisões judiciais que cancelaram debate presidencial na Globo

Entidade afirma que notificações enviadas à emissora alteraram regras previamente acordadas e podem afetar a liberdade de imprensa.

AIR critica decisões judiciais que cancelaram debate presidencial na Globo
Foto: Reprodução

A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) manifestou preocupação com as decisões judiciais que resultaram no cancelamento do debate entre candidatos à Presidência promovido pela Globo. A entidade reúne emissoras de rádio e televisão de toda a América e divulgou o posicionamento na sexta-feira, 2.

A AIR afirmou que as determinações foram emitidas horas antes do debate e modificaram regras que haviam sido definidas previamente entre os envolvidos. Para a associação, as medidas podem gerar insegurança jurídica e afetar a autonomia editorial dos meios de comunicação.

A organização também apoiou manifestações de entidades brasileiras de mídia contrárias às notificações encaminhadas à Globo. No comunicado, avaliou que intervenções desse tipo podem trazer efeitos para a liberdade de imprensa e para o direito dos cidadãos de receber informações de interesse público.

“A AIR reconhece plenamente a competência das autoridades eleitorais e judiciais para garantir o cumprimento da legislação e da equidade nos processos eleitorais”, diz o comunicado.

A entidade reconheceu a competência do Poder Judiciário e das autoridades eleitorais, mas defendeu que essas atribuições sejam exercidas em compatibilidade com a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e a independência editorial. Também afirmou que debates eleitorais ajudam os cidadãos a conhecer, confrontar e avaliar as propostas de candidatos a cargos públicos.

A associação enviou ainda um “recado respeitoso” às autoridades brasileiras para que preservem a liberdade de imprensa e a independência editorial, consideradas pela AIR princípios essenciais para uma sociedade democrática.

Motivos apresentados para o cancelamento

A Globo informou que cancelou o debate depois de receber notificações judiciais. A primeira foi emitida pela ministra Stella Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e questionou a regra prevista para o púlpito destinado a Lula.

Pelo acordo entre os partidos, se um candidato não participasse, o espaço com o nome dele permaneceria vazio. Os candidatos presentes poderiam fazer uma pergunta de 30 segundos dirigida ao ausente. A decisão de Stella Aranha proibiu essa dinâmica em relação ao púlpito de Lula.

A outra notificação foi assinada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele determinou que Renan Santos, do partido Missão, fosse convidado, embora a legenda tivesse apenas um parlamentar no Congresso Nacional. As regras do debate previam convite obrigatório para candidatos de partidos com ao menos cinco parlamentares no Congresso.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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