A eleição presidencial chega ao domingo (4) com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados em Minas Gerais, conforme as pesquisas de intenção de voto mais recentes. O estado é considerado um termômetro eleitoral porque todos os presidentes eleitos venceram entre os mineiros.
Os levantamentos projetam Lula com cerca de 45% dos votos válidos no primeiro turno, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, nenhum dos dois alcançaria a maioria absoluta, e a disputa seguiria para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Disputa em aberto
A possibilidade de mudança nos percentuais permanece até a apuração. Na reta final, Lula e Flávio intensificaram os apelos pelo voto útil. Analistas admitem inclusive que o senador possa terminar a primeira etapa à frente por uma margem estreita.
Uma eventual passagem para o segundo turno manteria a competição aberta. A avaliação apresentada é que Flávio Bolsonaro poderia ganhar força na etapa final com a migração de eleitores de centro-direita que hoje apoiam outros candidatos. Do outro lado, o eleitorado contrário ao bolsonarismo poderia influenciar a formação de apoio a Lula.
Para construir uma vantagem considerada confortável rumo à reeleição, Lula precisaria terminar a votação com uma diferença mais ampla, idealmente entre seis e oito pontos percentuais sobre o senador.
Fiscalização eleitoral
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a desinformação e o uso indevido de inteligência artificial estão entre as principais frentes de monitoramento da Justiça Eleitoral para o pleito.
Em entrevista ao SBT, Nunes Marques também citou a violência política de gênero e os abusos na propaganda eleitoral como alvos de vigilância. O ministro ainda minimizou os receios de ingerência externa e ressaltou a solidez das instituições brasileiras.



